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Em Brasília, governo bloqueia acesso à Esplanada e prevê 5 mil em protestos

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NATÁLIA CANCIAN

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A previsão de novas manifestações em Brasília durante a greve geral desta sexta-feira (30) levou o governo a reforçar a segurança no entorno da Esplanada dos Ministérios. Vias que dão acesso ao local estão fechadas desde a meia-noite.

A expectativa é que 5.000 pessoas compareçam às manifestações na Esplanada, previstas para o fim da tarde desta sexta.

Em reação aos atos ocorridos em maio, quando edifícios de alguns ministérios foram depredados, a Secretaria de Segurança Pública do DF também anunciou mudanças no esquema de segurança.

Entre elas, estão a criação de três "linhas de abordagem" nos viadutos que dão acesso à região, reforço policial no entorno dos edifícios da Esplanada e a autorização de acesso de apenas dois carros de som na área isolada para as manifestações.

Ao todo, 2.600 policiais devem atuar no local durante os protestos, de acordo com o governo. Membros da Força Nacional já se posicionam no entorno dos edifícios dos ministérios.

Também está prevista a vistoria de bolsas e mochilas de quem acessa a região. É vetado o acesso com armas, bebidas alcoólicas, garrafas de vidro e objetos cortantes.

Antes dos protestos na Esplanada, manifestantes realizam atos na manhã desta sexta-feira em pontos diferentes do DF.

Por volta das 5h, um grupo de manifestantes ateou fogo em pneus na BR-020, no sentido Plano Piloto, segundo a Polícia Militar. A via foi liberada por volta das 6h30.

Em Taguatinga, cerca de 200 manifestantes, segundo estimativa da Polícia Militar, reúnem-se na Praça do Relógio. O grupo, composto por professores e representantes de centrais sindicais, protesta contra as reformas trabalhista e da Previdência.

Entre as categorias que aderiram à greve, estão rodoviários, metroviários, bancários, vigilantes e professores, de acordo com sindicatos.

A greve geral desta sexta também atinge os serviços de transporte público no DF. Estações de metrô amanheceram fechadas e ônibus deixaram de circular.

Nesta quinta-feira (29), a Procuradoria-Geral do Distrito Federal chegou a obter uma liminar que garantia o funcionamento mínimo de 50% da frota de ônibus nesta sexta. Questionada, a Semob (Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal) não informou quanto da frota está em circulação. Sem ônibus, usuários recorrem ao transporte "pirata" para chegar ao trabalho. Cerca de 500 mil utilizam o transporte público coletivo no DF todos os dias.

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