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 Desemprego é de 13,3% e atinge 13,8 milhões de pessoas, diz IBGE

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O desemprego no Brasil fechou o segundo trimestre do ano com retração em 11 das 27 unidades da federação.  Foto: Reprodução/Seguro Desemprego)
O desemprego no Brasil fechou o segundo trimestre do ano com retração em 11 das 27 unidades da federação. Foto: Reprodução/Seguro Desemprego)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O número de desempregados no país chegou a 13,8 milhões de pessoas no período de março a maio deste ano, informou o IBGE nesta sexta-feira (1º).

O IBGE considera que houve estabilidade frente ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em fevereiro, quando a desocupação foi estimada em 13,5 milhões de pessoas. Na comparação com o mesmo período de 2016 houve alta de 20,4%, com um adicional de 2,3 milhões de pessoas desocupadas.

Já a taxa de desocupação foi de 13,3%, também estável na comparação com os 13,2% registrados no trimestre imediatamente anterior, mas bem acima dos 11,2% registrados no período de março a maio de 2016.

Analistas ouvidos pela Reuters esperavam taxa média de 13,6%.

"Esta foi a maior taxa de desocupação para o trimestre terminado em maio desde o início da série da pesquisa, no 1º trimestre de 2012", informou o IBGE.

No trimestre de fevereiro a abril a taxa havia sido de 13,6%. Porém, não é possível comparar esse período com o encerrado em maio porque dados de dois dos meses (março e abril) se repetem em ambas as análises. O correto, segundo o IBGE, é a comparação com o período imediatamente anterior, ou seja, aquele encerrado em fevereiro.

O coordenador da pesquisa no IBGE, Cimar Azeredo, preferiu cautela diante do cenário econômico e político em curso no país.

"Nesse momento, a melhor leitura é não conjecturar sobre o mercado de trabalho. Temos um momento político difícil no pais e crise econômica forte", disse.

POPULAÇÃO OCUPADA

Ainda segundo o órgão, a população ocupada ficou em 89,7 milhões, estável em relação ao trimestre anterior, mas caiu 1,3% (menos 1,2 milhão de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2016.

Apesar da estabilidade, houve queda de 1,4% no número de empregados com carteira de trabalho assinada, que passou para 33,3 milhões. Sobre o mesmo período de 2016, a queda foi ainda maior, de 3,4% ou 1,2 milhão de pessoas.

O número de empregados no setor privado sem carteira assinada chegou a 10,5 milhões, alta de 2,2% sobre o trimestre anterior e 4,1% na comparação com um ano atrás.

Aqueles por conta própria permaneceram estáveis em 22,4 milhões de pessoas na comparação trimestral, mas caíram 2,6% (599 mil a menos) na comparação anual.

Também ficou estável, em 4,1 milhões, o contingente de empregadores, estimado em 4,1 milhões de pessoas, número 9,3% superior ao registrado há um ano.

O total de domésticos permaneceu em 6,1 milhões nas duas comparações.

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