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Bolsa recua após denúncia contra presidente Temer; dólar avança

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dia depois da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o presidente Michel Temer, o mercado financeiro teve um dia de baixas, acompanhando o desempenho visto no exterior.

A Bolsa recuou 0,82%, a 61.675 pontos. Foram poucos os papéis que compõem o índice que tiveram alta nesta terça-feira (27).

A Vale chegou a subir 5%, mas fechou o dia com ganho de pouco mais de 1,5%. Acionistas aprovaram em assembleia a pulverização do controle da empresa, plano anunciado em fevereiro deste ano.

As ações preferenciais (sem direito a voto) subiram 1,83% e terminaram a R$ 26,22, enquanto os papéis ordinários avançaram 1,64%, a R$ 27,92. A Bradespar, uma das controladoras da Vale, se valorizou 3,07%, a R$ 19,78.

O setor bancário, que na segunda puxou os ganhos da Bolsa, fechou no negativo nesta terça. A Petrobras não conseguiu acompanhar os ganhos do petróleo no mercado internacional e também cedeu.

Por volta das 15h30, o presidente Michel Temer fez um pronunciamento para criticar a denúncia. A Bolsa chegou a ir para a mínima do dia, a 61.580 pontos, mas não foi uma oscilação expressiva.

"Os mercados praticamente não se moveram com a coletiva do presidente, o que parece um mau sinal", disse Alvaro Bandeira, economista-chefe do Modalmais, em análise a clientes.

DÓLAR

A moeda americana avançou em meio a incerteza política. O dólar à vista subiu 0,37%, a R$ 3,3269. O comercial fechou em alta de 0,51%, a R$ 3,3190. Na máxima, a moeda superou os R$ 3,33.

"A tendência é de desvalorização do real, já que a chance de passar a reforma da Previdência é cada vez menor", disse o analista econômico da gestora Rio Gestão, Bernard Gonin.

Os juros futuros subiram. O vencimento janeiro 2021 saiu de 10,18% para 10,26%. O contrato para janeiro 2018 subiu de 8,96% para 8,98%.

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