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BC vê inflação abaixo de 4% em 2017 e mantém alta do PIB em 0,5%

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MAELI PRADO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Com uma inflação abaixo do esperado em março, abril e maio, o Banco Central reduziu sua projeção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para 2017 de 4% para 3,8% no final do ano.

Os dados foram publicados no relatório trimestral de inflação do BC, divulgado nesta quinta-feira (22). A autoridade monetária informou ainda que manteve sua projeção para o PIB deste ano, de alta de 0,5%.

O BC acredita que, em um cenário em que as expectativas de analistas de mercado do boletim Focus para juros e câmbio se mantenham constantes, a inflação do terceiro trimestre ficará em 2,9%. Nesse contexto, o IPCA chegará a 3,8% no final do ano, abaixo do centro da meta, de 4,5%.

"Esse valor mínimo previsto para o terceiro trimestre de 2017 decorre, em boa medida, da sequência de choques de alimentos desde 2016, com efeito adverso no terceiro trimestre do ano passado e efeitos favoráveis desde então", afirma o BC no relatório.

PIB

A projeção para o PIB foi mantida em alta de 0,5%, mas o desempenho esperado para os diferentes setores foi alterado.

A projeção para a agricultura foi alterada, de alta de 6,4%, no último relatório, para 9,6%. Já o desempenho da indústria foi revisto de queda de 0,1% para alta de 0,3%.

A projeção para o consumo das famílias, por outro lado, foi revisada de um crescimento de 0,5% para estabilidade. "A piora está associada, principalmente, ao dinamismo do mercado de trabalho e à evolução do crédito ao longo do primeiro semestre deste ano", diz o BC no relatório.

Por causa do ajuste fiscal, o consumo do governo também foi alterado, de aumento de 0,2% para uma queda de 0,6%. A autoridade monetária também está mais pessimista que no relatório anterior em relação aos investimentos: em vez de queda de 0,3%, projeta agora um recuo de 0,6%.

O BC voltou a frisar o risco da manutenção da incerteza política sobre a economia e a ressaltar a necessidade de reformas, além de citar a avaliação da ata do último Copom (Comitê de Política Monetária) de que uma redução moderada da taxa básica de juros pode "se mostrar adequada na próxima reunião".

"A manutenção, por tempo prolongado, de níveis de incerteza elevados sobre a evolução do processo de reformas e ajustes na economia pode ter impacto negativo sobre a atividade" disse a autoridade monetária.

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