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ATUALIZADA - Indústria cresce mas opera em nível de 2009; bens de consumo ainda caem

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NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A produção industrial brasileira teve alta de 0,6% em abril, informou nesta sexta (2) o IBGE. Foi o primeiro resultado positivo em 2017 e o melhor desempenho para o mês desde 2013. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, porém, o resultado é negativo em 4,5%.

Os dados indicam que o consumo interno ainda não começou a reagir à crise econômica. O resultado foi divulgado um dia após o anúncio, pelo IBGE, de que a economia brasileira cresceu 1% no primeiro trimestre, impulsionada principalmente pelas exportações.

Em abril, diz o IBGE, o desempenho industrial foi puxado pela produção de bens de capital (1,5%), que inclui a fabricação de máquinas e equipamentos para investimentos, e bens intermediários (2,1%), que são manufaturados para a produção de outros bens.

As categoria de bens de consumo registrou queda de 0,4% na comparação com o mês anterior. É nessa categoria que se enquadra a produção de bens comprados em lojas ou supermercados.

Entre os 24 ramos pesquisados pelo IBGE, 13 registraram alta em abril -com destaque para farmoquímicos e farmacêuticos (19,8%) e veículos automotores (3,4%). Estes últimos também tiveram influência no resultado do PIB, com aumento da produção voltada à exportação.

Já na ponta negativa, a maior queda foi observada em produtos do fumo (-3,5%) e máquinas, aparelhos e equipamentos elétricos (-3,1%).

O responsável pela pesquisa no IBGE, André Macedo, comentou, porém, que os segmentos que apresentaram alta em abril tiveram forte queda em março. No caso dos farmoquímicos, por exemplo, a queda havia sido de 23,4%.

"Ainda não dá para dizer que começamos uma trajetória positiva de recuperação industrial. Até porque as demais comparações são negativas", afirmou à agência Reuters o responsável pela pesquisa do IBGE, André Macedo, acrescentando que o setor está no patamar equivalente a janeiro de 2009.

No acumulado do ano, a produção industrial caiu 0,7%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em 12 meses, a retração acumulada é de 3,6%.

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