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Economia

Sob ameaça de cassação, Temer vincula alta do PIB ao seu governo

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GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Sob ameaça de ter seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral, o presidente Michel Temer gravou discurso nesta quinta-feira (1) para defender que os indicadores de recuperação da economia foram alcançados graças à sua gestão à frente do Palácio do Planalto.

Em tom professoral, no qual explica termos econômicos, o peemedebista afirma que, antes de assumir o poder, o país estava "mergulhado na mais profunda recessão de sua história". E que, depois de um ano da gestão peemedebista, passa por um "renascimento".

Nesta quinta-feira (1), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou crescimento de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre. Trata-se do primeiro resultado positivo depois de dois anos.

"Esse número é o resultado de um ano de trabalho. Trabalho do meu governo em sintonia com o Congresso Nacional e ouvindo a sociedade para promover as reformas adiadas por tanto tempo", disse.

Na tentativa de ter uma sobrevida, o presidente tem focado nos índices econômicos para recuperar apoio junto ao mercado financeiro e a setores sociais. Além disso, tem tentado comprovar que ainda possui apoio suficiente no Congresso Nacional para continuar no cargo.

"O Brasil venceu a recessão, estamos crescendo a uma taxa superior ao que boa parte dos analistas previam", disse. "O número de hoje marca o renascimento da economia brasileira em bases sólidas e sustentáveis", acrescentou.

No vídeo, divulgado nas redes sociais, o presidente explica o que significa PIB, "as riquezas que o Brasil produz", e o efeito prático da queda dos índices de inflação, hoje em 4,08%.

"A inflação hoje está sob controle e encerrará o ano abaixo do centro da meta. O que significa isso? Significa mais poder de compra. Você poderá utilizar melhor seu dinheiro", afirmou.

JULGAMENTO

Na próxima quarta-feira (6), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) irá voltar a julgar processo de cassação da chapa presidencial de 2014. Com o agravamento da crise política, o Palácio do Planalto avalia que o placar, que antes era favorável, tornou-se apertado, ameaçando a continuidade do presidente no cargo.

A aposta de assessores e auxiliares presidenciais é de que um dos ministros mais próximos do presidente façam pedido de vista, o que poderá atrasar a conclusão do julgamento para o final de junho.

Até lá, o presidente pretende aprovar as reformas trabalhista e da Previdência para dar uma mensagem pública de que ainda tem condições de continuar à frente do cargo.

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