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Entidades divergem sobre redução da taxa Selic

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A redução da taxa básica de juros (Selic), de 11,25% para 10,25% ao ano, provocou reações diversas entre algumas entidades. Para a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), a decisão do Banco Central pareceu "um pouco ousada", apesar de a inflação continuar em queda e o desemprego seguir em níveis elevados.

Na avaliação da FecomercioSP, o corte de 1 ponto percentual "ignorou" o aumento das incertezas causadas pela crise política. "Parece que a autarquia federal quis mostrar que observa a situação política atual sem receio, o que pode ser encarado com certa desconfiança, apesar de ser uma estratégia que se prove acertada a depender do desenrolar da mais recente crise", afirmou a entidade em nota.

Para a ACSP (Associação Comercial de São Paulo), a redução da Selic poderia ter sido maior porque a inflação está recuando mais do que os juros. "Isso significa que, na prática, a taxa de juros real está crescendo, o que é ruim para o consumidor e para a economia em geral", disse Alencar Burti em nota. Para ele, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central precisa acelerar o ritmo de corte da Selic nas próximas reuniões.

Já a Fecomercio RJ divulgou nota apoiando a decisão do Copom. "Baixar os juros constitui uma necessidade para a economia real, em paralelo a outras medidas estruturais na economia, como a desburocratização e o equilíbrio fiscal", afirmou a entidade no texto.

Na visão da Força Sindical, o corte nos juros serve como um "pequeno alento". Para a entidade, é necessário que a redução da Selic tenha continuidade e o Banco Central seja mais contundente nas próximas reuniões do Copom.

A CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) compartilha da mesma opinião. "É imprescindível que o Copom execute cortes mais acentuados para que o Brasil cresça de maneira acelerada", disse Antonio Neto, presidente da CSB, em nota.

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