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Crise política é passageira para investidor estrangeiro, avaliam bancos

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FLAVIA LIMA E RENATA AGOSTINI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O investidor estrangeiro olha a crise política no Brasil como algo passageiro e mantém o interesse no país, disse nesta quarta-feira (31) o presidente do Citibank no Brasil, Hélio Magalhães, no Fórum Brasil Investimentos 2017, em São Paulo.

Segundo ele, a extensão do tempo de solução da crise joga contra a economia, mas os investidores têm a percepção de que o Brasil não vai mudar de rumo.

Novas ofertas de ações e operações de fusões e aquisições podem eventualmente atrasar, mas no curto prazo, avalia Magalhães. "O Brasil não perdeu a década".

O presidente global do Santander, José Antonio Alvarez, lembrou o ambiente de alta liquidez mundial como uma alavanca importante para investimentos, em um cenário no qual o Brasil fez progressos significativos e se mantém como um país-chave para investidores estrangeiros.

Dentre os pontos favoráveis ao país, Alvarez citou o Banco Central independente, inflação sob controle e estabilidade financeira.

Magalhães, do Citi, avaliou ainda que o aumento do interesse do investidor estrangeiro no Brasil é impulsionado também pela visão de um BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) mais como um facilitador do que um financiador de projetos.

O vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina, Jorge Familiar, disse que a região sai de um período longo de desenvolvimento social e, hoje, restrições fiscais levam os países a buscar recursos de bancos de fomento.

Ele afirmou que a região investe cerca de 3% do PIB (Produto Interno Bruto) em infraestrutura, o que é considerado baixo.

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