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Bolsa sobe 0,3% e dólar recua para R$ 3,26 com cenário político no radar

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dia após o feriado que deixou fechados os mercados acionários americanos, a Bolsa brasileira e o dólar tiveram pouca variação nesta terça-feira (30), enquanto a indefinição que marca o cenário político continua dando pouca margem de segurança para os investidores.

O Ibovespa, índice que reúne as principais ações negociadas na Bolsa brasileira, fechou em alta de 0,32%, para 63.962 pontos.

O dólar também teve pouca oscilação neste pregão. O dólar comercial recuou 0,18%, para R$ 3,264. O dólar à vista teve leve alta de 0,02%, para R$ 3,268.

Para analistas do mercado, as incertezas envolvendo o governo dificultam que o investidor tome alguma decisão com clareza.

"A notícia mais relevante para definir o que vai acontecer daqui para a frente é o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Isso vai determinar se o presidente Michel Temer tem governabilidade ou não", afirma Samuel Torres, analista de investimentos da corretora Spinelli.

Enquanto isso não ocorre, o mercado observa a votação de reformas importantes, como a trabalhista. Nesta terça-feira, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), levantou a possibilidade de a Casa acelerar a votação da reforma trabalhista, sem que o texto seja analisado por ao menos três comissões, como inicialmente planejando por ele.

Um acordo entre entre governistas e oposição, porém, adiou para a próxima terça-feira (6) a primeira das quatro votações previstas para a reforma trabalhista no Senado. É o mesmo dia para o qual está marcado o início do julgamento da chapa Dilma-Temer. Há indicações de que o presidente pedirá vistas do processo no Tribunal, alongando uma solução para o impasse político.

AÇÕES

A alta do Ibovespa foi sustentada pelas ações do setor financeiro e pelos papéis da Vale, que têm maior peso no índice. As ações da Petrobras, por outro lado, encerraram a sessão em baixa.

As ações do Itaú Unibanco fecharam em leve alta de 0,31%. Os papéis preferenciais do Bradesco subiram 1,59% e os ordinários avançaram 1,69%. As ações do Banco do Brasil se valorizaram 1,19%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil subiram 0,82%.

As ações mais negociadas da mineradora Vale subiram 1,54%, para R$ 27,04. Os papéis que dão direito a voto tiveram valorização de 1,92%, para R$ 28,60.

No caso da Petrobras, a queda das ações acompanhou a desvalorização dos preços do petróleo no exterior. As ações mais negociadas da estatal caíram 1,55%, para R$ 13,36. As ações com direito a voto perderam 1,32%, para R$ 14,17.

As ações da JBS, no centro de um acordo de delação premiada que afetou o governo Temer, lideraram a queda do Ibovespa, com recuo de 3,90%.

JUROS

Um dia antes do fim da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), os principais contratos de juros futuros fecharam sem um sinal definido. Os contratos mais negociados, de julho deste ano, recuaram de 10,292% para 10,265%.

Os contratos com vencimento em janeiro de 2018 subiram de 9,265% para 9,315%.

De acordo com economistas e analistas consultados pela agência internacional Bloomberg, a taxa básica Selic deve ser reduzida de 11,25% ao ano para 10,25% ao ano.

O CDS (credit default swap), indicador de risco de um país, recuou 0,41%, para 237,2 pontos.

No mercado cambial, o Banco Central fez o último leilão de swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro), para rolar os contratos que vencem em junho. Foram vendidos 8.700 contratos, somando US$ 4,435 bilhões.

Em julho, vencem o equivalente a US$ 6,939 bilhões em swap cambial tradicional. O BC tem um estoque total de swaps de quase US$ 28 bilhões.

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