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Expectativa do consumidor em relação a inflação é a menor desde agosto de 2013

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A expectativa mediana dos consumidores brasileiros para a inflação nos 12 meses seguintes ficou em 7,1% em maio, um recuo de 0,4 ponto percentual em relação ao resultado de 7,5% registrado em abril. É o menor nível desde agosto de 2013. Na comparação com o mesmo período no ano anterior, o indicador registrou recuo de 3,2 pontos percentuais. Os dados são da pesquisa Expectativa de Inflação dos Consumidores, divulgada nesta terça (23), pelo Instituto Brasileiro de Economia, da FGV (Fundação Getulio Vargas). Em agosto de 2013, a expectativa de inflação estava em 7%. As informações são da Agência Brasil.

O economista da FGV Pedro Costa Ferreira avaliou que a queda na expectativa de inflação por parte dos consumidores corresponde à “queda generalizada dos preços, refletida no Índice de Preços ao Consumidor, medido pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]”. Segundo ele “as pessoas estão, cada vez mais, acreditando no compromisso do Banco Central em manter a inflação na meta”. Além disso, avalia Ferreira, “a profunda recessão econômica e o alto desemprego ajudam a direcionar as expectativas de inflação para níveis inferiores”.

MIGRAÇÃO DAS EXPECTATIVAS

Mais da metade dos consumidores ouvidos pela pesquisa agora em maio (50,9%) previram inflação inferior a 6% nos 12 meses seguintes, “dando continuidade ao movimento de migração das expectativas para valores inferiores ao limite superior da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central para este ano”, avalia Ferreira.

As respostas prevendo taxas inferiores à meta de 4,5% reduziu 4 pontos percentuais em relação ao mês anterior, passando a 20,3% do total. No extremo oposto, o percentual de citações prevendo índices superiores a 10% recuou 1,3 ponto percentual, para 15,4%, o mesmo nível de março passado.

A pesquisa constatou, ainda, que a expectativa de taxas de inflação menores recuou em todas as faixas de renda, exceto para as famílias que recebem entre R$ 4,8 mil e R$ 9,6 mil, cuja previsão ficou relativamente estável em relação ao mês anterior.

Neste mês, a redução mais forte da expectativa de inflação ocorreu entre as famílias com renda até R$ 2,1 mil mensais.

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