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Ex-dono da rede de idiomas Wizard compra fatia da WiseUp

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JOANA CUNHA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O empresário Carlos Wizard Martins, que fundou o Grupo Multi -dono das redes de escolas de idiomas Wizard- e depois o vendeu por R$ 2 bilhões, vai voltar ao mercado de ensino de idiomas.

Ele anunciou nesta segunda feira (15) a aquisição de 35% da WiseUp, sua antiga concorrente, por R$ 200 milhões. O investimento foi realizado pela Sforza, a empresa de Carlos Wizard, e pela Santorini, de seu filho Charles Martins.

Com o negócio, Wizard Martins se torna sócio de Flávio Augusto da Silva, que fundou a WiseUp em 1995. Augusto da Silva também tem um histórico de idas e vindas no setor. Vendeu sua rede em 2013 para a Abril Educação e a recomprou no final de 2015.

A Wise Up deve encerrar 2017 com 320 unidades no país, 70 mil alunos e receita de R$ 400 milhões, segundo a empresa. A meta, dizem os dois empresários, é alcançar mil unidades em 2020 por meio de crescimento orgânico e também de novas aquisições.

O retorno de Wizard Martins ao segmento acontece pouco mais de três anos após a venda do grupo Multi para a britânica Pearson. Após sair do mercado de educação, a empresa de "private equity" da família de Wizard Martins diversificou sua atuação no varejo e nos esportes, sob o argumento de que investiria em negócios que "propiciam a saudabilidade" de seus consumidores.

Nos últimos anos, adquiriu a rede de varejo Mundo Verde e as marcas de produtos esportivos Topper e Rainha. Levou também marcas como Academia Palmeiras e Ronaldo Academy.

No entanto, nem sempre focou em produtos e serviços saudáveis. Em meados do ano passado, a Sforza investiu R$ 100 milhões para trazer a rede de restaurantes fast food Taco Bell ao Brasil.

Wizard Martins e Augusto da Silva afirmam que a negociação para essa nova sociedade entre eles começou há 60 dias, depois que expirou a cláusula contratual que impedia Wizard Martins de atuar neste mercado após a venda do Grupo Multi.

"Voltar para o setor de educação é um sonho que eu alimentei por três anos", diz Martins.

Augusto da Silva conta que a aproximação entre eles começou em 2008 e que, nos anos seguintes, ele chegou a receber outras propostas da família de Martins para vender a WiseUp.

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