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Lucro do BNDES cai com novas provisões contra calote

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NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Novas provisões para devedores duvidosos derrubaram o resultado do BNDES no primeiro trimestre de 2017. O banco fechou o período com lucro de R$ 373 milhões, 76,6% menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior.

No balanço divulgado nesta sexta (12), o banco contabiliza uma provisão adicional de R$ 1,8 bilhão para empresas de alto risco.

O processo de revisão de provisões foi iniciado no terceiro trimestre de 2016 e o volume reservado para perdas já soma R$ 3,3 bilhões. No primeiro trimestre de 2016, eram R$ 871 milhões.

"Como não houve recuperação da economia, algumas empresas e grupos econômicos estão com o patrimônio se deteriorando", disse o assessor da diretoria do BNDES Ricardo Baldin.

O banco não cita o nome das empresas. Na teleconferência, Baldin e a superintendente de controladoria do BNDES, Vânia Borgerth, não comentaram contratos com a JBS nem os efeitos da Operação Bullish, da Polícia Federal, que investiga a relação do banco com essa empresa.

Baldin afirmou que houve um aumento no número de empresas incluídas no nível H de risco de crédito do banco, o mais baixo, o que exige o provisionamento de 100% dos valores emprestados.

Borghert disse acreditar, porém, que não haverá necessidade de grandes provisões nos próximos trimestres, uma vez que a lista de empresas em dificuldades não deve crescer.

Por outro lado, o BNDES obteve bom resultado com a carteira de ações do BNDESPar, sua empresa de participações, que teve lucro de R$ 1,2 bilhão, contra prejuízo de R$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre de 2016.

A reversão do resultado foi provocada pela valorização das ações e pela venda, com lucro, de participações em empresas como Petrobras e da Rumo Logística, por exemplo.

Em 2016, o BNDESPar tinha feito também uma grande provisão para perdas com suas fatias em empresas, que foi revertida.

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