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Dólar cai pelo 4º dia com EUA e Previdência no radar; Bolsa sobe 1%

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar fechou em baixa pelo quarto dia seguido após investidores começarem a expressar dúvidas sobre o aumento de juros nos Estados Unidos na reunião de junho do banco central americano. A Bolsa brasileira subiu nesta sexta-feira (12), também na quarta sessão seguida de valorização, com ajuda de Petrobras e bancos.

O dólar comercial encerrou o dia com desvalorização de 0,73%, para R$ 3,125. O dólar à vista recuou 0,87%, para R$ 3,119.

O enfraquecimento da moeda americana ocorreu frente às principais divisas mundiais. O dólar perdeu força ante 26 das 31 moedas mais importantes do mundo.

A leitura que os analistas fazem é que o dólar enfraqueceu diante da diminuição da perspectiva de um aumento da taxa de juros nos Estados Unidos na reunião do Fomc (comitê de política monetária do banco central americano) de junho.

A probabilidade de um aumento, que chegou a 100% após o Fed decidir manter os juros na reunião do início do mês, não é mais unanimidade no mercado. Atualmente, está em 97,5%, e caindo.

"O mercado estava certo de que o Fed subiria os juros no mês que vem. Mas os dados da economia americana, que vinham superando as expectativas de analistas, pararam de surpreender. Ao mesmo tempo, ainda não há uma pressão inflacionária", avalia Ignácio Crespo, economista da Guide Investimentos.

Por outro lado, crescem as incertezas políticas envolvendo o presidente Donald Trump. O último ruído político teve como pano de fundo a demissão do diretor do FBI, James Comey.

"Em meio a tudo isso, é difícil convencer os republicanos a aprovar os planos que ele quer colocar em pratica, como o corte de impostos. Essa instabilidade política dificulta que Trump leve seus planos adiante", diz.

No cenário doméstico, os investidores acompanham o movimento do governo para tentar entender quando a reforma da Previdência vai ser votada no plenário da Câmara dos Deputados. "Quando for anunciado o dia, o mercado vai ter certeza de que o governo já conta com os votos necessários para passar a proposta. O Planalto não estipularia uma data sem ter a segurança de que conseguiu apoio suficiente", afirma Crespo.

Uma demora em fixar essa data, por outro lado, seria encarada como uma dificuldade que o governo estaria encontrando para conseguir a aprovação. "Aí o mercado pode ficar nervoso. Se a proposta não for votada em maio, o mercado tende a reagir de forma negativa", destaca.

Nesta sexta-feira, o Banco Central não fez intervenção no mercado cambial. Em junho, vencem US$ 4,435 bilhões em contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro).

BOLSA

A Bolsa brasileira fechou em alta pela quarta sessão seguida e atingiu o maior patamar desde 22 de fevereiro, com impulso de ações da Petrobras e do setor financeiro.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas do mercado acionário brasileiro, subiu 1,01%, para 68.221 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 9,86 bilhões, acima da média diária do ano, que é de R$ 8,04 bilhões.

Os papéis da Petrobras fecharam em alta de 4%, com otimismo gerado pelo resultado do primeiro trimestre da estatal. A petrolífera lucrou R$ 4,45 bilhões nos três meses até março, revertendo um prejuízo de R$ 1,246 bilhão no mesmo período do ano anterior.

As ações mais negociadas da Petrobras subiram 4,25%, para R$ 15,45. Os papéis que dão direito a voto avançaram 3,98%, a R$ 15,93.

As ações da JBS fecharam em baixa de 2,92%, após a Polícia Federal deflagrar a Operação Bullish, que investiga possíveis fraudes e irregularidades em aportes concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A investigação apura se houve supostas irregularidades na concessão de apoio financeiros pela BNDESPAr, subsidiária do BNDES, à JBS a partir de junho de 2007.

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