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Senadores ligados a Renan discutem mudanças na reforma trabalhista

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TALITA FERNANDES

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Um grupo de senadores do PMDB ligados ao líder da sigla, Renan Calheiros (AL), se reuniu na noite desta quarta-feira (10) para debater propostas de mudanças na reforma trabalhista.

O encontro acontece um dia depois de o presidente Michel Temer ter oferecido à bancada do partido a apresentação de uma medida provisória para atender às sugestões do grupo.

O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) disse ao fim do encontro que foram discutidos diversos temas, entre eles as contribuições da legenda para o texto que modifica as leis trabalhistas.

De acordo com o peemedebista, não foi falado em prazo para a tramitação do projeto e ainda não está claro se as mudanças vislumbradas pelos senadores serão feitas por meio de emendas ao texto ou da MP, posteriormente à aprovação da matéria. "Não existe nada decidido, nós estávamos apenas conversando sobre o tema", afirmou.

Já Renan negou que propostas tenham sido discutidas na reunião. Contudo, o líder do PMDB disse que pretende evitar a edição de medida provisória pelo governo. "O papel do Senado é de tornar a MP desnecessária, mas vamos ter que conversar isso com calma, ponto a ponto. Temos que, se for um caso, construir um texto que contemple todas as partes envolvidas na reforma", afirmou.

Para Renan, que vem fazendo críticas ao texto aprovado na Câmara, se o governo tiver de recorrer a uma MP para agradar sua base, isso significaria que "a política falhou".

Participaram do encontro, além de Renan e Braga, Jader Barbalho (PA), Hélio José (DF) e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), que chegou por último.

BASE DIVIDIDA

Se a sugestão de uma MP agradou ao menos parte da bancada do PMDB do Senado, alguns tucanos mostraram certo descontentamento com a iniciativa de Temer.

Um senador da sigla disse à reportagem que o governo "acalma de um lado, mas abre gritaria de outro". O PSDB teme que a MP seja uma concessão apenas aos parlamentares do PMDB.

Outro tucano, sob condição de anonimato, explica que é preciso ter garantias que o que for acordado na base do governo vai ser cumprido. Há uma desconfiança de que Renan pode aceitar não fazer modificações num primeiro momento, mas alterar o texto quando ele chegar à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), da qual é membro.

Antes da aprovação da CCJ, o texto passa pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), colegiado presidido pelo tucano Tasso Jereissati (CE) e no qual a relatoria será do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES).

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