Mais lidas
Economia

Em dia de correção, Bolsa tem queda de 0,3% e dólar encosta em R$ 3,20

.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em dia de correção nos mercados, a Bolsa brasileira fechou em baixa e o dólar se valorizou em relação ao real nesta segunda-feira (8). Os investidores optaram por embolsar lucros depois da vitória do centrista Emmanuel Macron na França diminuir a aversão a risco no exterior.

A Bolsa brasileira fechou em baixa de 0,28%, para 65.526 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 6,06 bilhões, abaixo da média diária do ano, que é de R$ 8,08 bilhões.

A vitória de Macron, embora prevista pelas pesquisas de opinião, trouxe alívio aos mercados internacionais e se traduziu num pregão de generalizada realização de lucros. Na Europa, os principais índices fecharam em baixa. A Bolsa de Paris recuou 0,91% e a de Frankfurt teve queda de 0,18%. Em Madri, o principal índice caiu 0,35%, enquanto em Milão a queda foi de 0,26%. A exceção foi a Bolsa de Londres, que subiu 0,05%.

Em Nova York, os índices fecharam em leve alta. O Dow Jones avançou 0,03%, o S&P 500 fechou estável e o índice da Bolsa de tecnologia Nasdaq subiu 0,03%.

No cenário doméstico, a reforma da Previdência ainda ocupa a atenção dos investidores. Durante o pregão, notícias indicando que o governo poderia ter dificuldade para obter os votos necessários para passar a proposta preocuparam os investidores.

O primeiro vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), admitiu que o Planalto ainda não tem os 308 votos mínimos para aprovar a reforma da Previdência no plenário. No entanto, destacou que a estratégia é intensificar as negociações com deputados e bancadas para assegurar esses apoios.

"Agora não temos os votos, mas chegaremos a 330 com segurança", disse o parlamentar à agência Reuters.

Segundo o deputado, o governo vai centrar seus esforços para finalizar a análise nesta terça-feira dos destaques da proposta na comissão especial, após ter votado o texto-base na semana passada.

As ações da Petrobras fecharam o dia em baixa, apesar da alta dos preços do petróleo no exterior. Os papéis mais negociados da estatal caíram 0,91%, para R$ 14,08. As ações com direito a voto tiveram queda de 0,61%, para R$ 14,72.

O petróleo subiu impulsionado por declarações de grandes países produtores de petróleo sugerindo que os cortes de produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e de países de fora do bloco poderiam ser estendidos para 2018.

O barril do Brent, de Londres, subiu 0,69%, para US$ 49,44. O barril do WTI, de Nova York, avançou 0,63%, para US$ 46,51.

As ações da mineradora Vale recuaram nesta sessão, afetadas pela queda de 2,56% do preço do minério de ferro. Foi o quinto dia seguido de queda dos preços do minério de ferro.

As ações mais negociadas da Vale caíram 0,80%, para R$ 24,74. As ações com direito a voto tiveram desvalorização de 0,08%, para R$ 26,03.

No setor financeiro, a maioria dos papéis de bancos fechou em baixa. As ações do Itaú Unibanco subiram 0,23%. Os papéis preferenciais do Bradesco caíram 0,07%, e os ordinários tiveram baixa de 0,60%. As ações do Banco do Brasil se desvalorizaram 2,51%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil caíram 1,19.

DÓLAR

No mercado cambial, o dólar fechou em alta em relação ao real e atingiu R$ 3,20 nesta segunda-feira.

O dólar comercial subiu 0,62%, para R$ 3,197. O dólar à vista, que fecha mais cedo, subiu 0,68%, para R$ 3,203.

"A alta foi guiada pelo exterior e por uma realização de lucro após a eleição na França. Havia uma preocupação, embora a vitória fosse esperada", afirma Carlos Pedroso, economista sênior do Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG).

A valorização da moeda americana se deu em linha com a apreciação de divisas de emergentes, em meio a um cenário de commodities mais fracas após dados ruins de balança comercial da China.

Das 24 principais moedas emergentes, 14 se depreciaram em relação do dólar nesta segunda.

O crescimento das importações da China desacelerou com mais força do que o esperado em abril diante do enfraquecimento das entradas de commodities como minério de ferro e cobre, enquanto o aumento das exportações caiu pela metade em linha com o enfraquecimento geral na demanda por eletrônicos.

As importações da China em abril aumentaram 11,9%, contra 20,3% em março. Já as exportações subiram 8% em relação ao ano anterior, desacelerando ante o 16,4% no mês anterior.

O Banco Central não fez intervenções no câmbio nesta sessão. Em junho, vencem US$ 4,435 bilhões em contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro).

×

Newsletter

Conteúdo direto para você:

Quero Receber