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Alckmin e Doria defendem reformas durante feira no interior de SP

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MARCELO TOLEDO

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu nesta segunda-feira (1º) a reforma da Previdência durante participação numa feira agrícola em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo).

O tucano, possível pré-candidato do partido à Presidência em 2018, participou da abertura da 24ª Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação) e disse que está faltando "comunicação" do governo com a sociedade.

"O objetivo é ter um regime geral de Previdência. Você não pode ter previdência como a do INSS que 70% ganha um salário mínimo, que a média é 1,7 salário mínimo e que o teto é R$ 5.000 e, na realidade ninguém ganha mais que R$ 4.200. E ter outra previdência que paga salários de R$ 30 mil, R$ 40 mil, R$ 50 mil. Objetivo da reforma da Previdência é ter regime geral de previdência onde o trabalhador do setor privado e o do setor público tenham as mesmas regras", disse o governador.

Ainda segundo ele, outro ponto importante é a questão atuarial. "Nós vivemos num mundo onde a expectativa de vida aumentou. Isso demanda novos estudos. Bem explicado a população vai entender, porque hoje é muito injusto, Quem paga o alto salário do setor público é o trabalhador de baixa renda. Convencendo a população você convence os deputados que são os seus representantes, é preciso entender a lógica da reforma", disse o governador.

Além dele, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que visitou o evento à tarde, disse que o país está saindo da crise econômica e conseguirá sair mais rapidamente se as reformas que estão no Congresso forem aprovadas.

"Se aprovar a reforma trabalhista, vai acelerar esse processo de saída da crise. Se aprovar a reforma da Previdência como está, sem novos remendos e nem subtrações, vai acelerar o crescimento do país. E isso é bom, é positivo. Só não aprova, só não vota a favor das reformas quem não quer o bem do Brasil, porque para querer o bem do Brasil você precisa pensar coletivo, pensar plural, e não pensar no 'eu', 'eu quero', 'eu preciso'. Nós queremos, nós precisamos."

Ele disse ainda que é possível o país terminar este ano com crescimento no PIB (Produto Interno Bruto) próximo a 1% e chegar a até 3% em 2018 com a aprovação das reformas.

"Portanto fica o apelo para que senadores e deputados não se intimidem com essa minoria ruidosa que quer emparedar os políticos em Brasília para não permitir a reforma. Tenham coragem, sejam brasileiros, porque o povo brasileiro, a maioria do povo brasileiro, a maioria expressiva do povo brasileiro, apoia as reformas porque sabe da importância delas para voltar os empregos, gerar oportunidades e melhorar o desenvolvimento econômico."

A Agrishow será realizada até a próxima sexta-feira (5) e prevê movimentação de ao menos R$ 1,95 bilhão em negócios -mesmo montante da edição de 2016. A previsão é receber um público total de 150 mil pessoas.

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