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Dívida impede 1,5 milhão de pessoas de deixar o trabalho, diz IBGE

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FERNANDA PERRIN

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cerca de 1,5 milhão de trabalhadores brasileiros afirmam não poder deixar os seus empregos em razão de débitos financeiros com seus empregadores, de acordo com pesquisa inédita do IBGE.

O grupo representa 2,9% dos empregados do setor privado e trabalhadores domésticos. O percentual sobe para 4,3% entre aqueles contratados de forma intermediária -grupo que inclui terceirizados, cooperativas e agenciados, entre outros.

O tipo mais comum de débito é relacionado à alimentação, seguido por transporte, instrumentos de trabalho e aluguel.

De acordo com Cimar Azeredo, coordenador da área de trabalho e rendimento do IBGE, a situação é ilegal e pode ser vista como servidão por dívida, uma das facetas do trabalho análogo ao escravo. É a primeira vez que o instituto faz esse tipo de levantamento, embasado em entrevistas feitas em 2015.

Além do impedimento da saída do trabalho em razão de um débito, a pesquisa também estudou o nível de satisfação do brasileiro e as relações com sindicatos.

O objetivo do estudo é ampliar o conhecimento sobre as relações de trabalho e aprimorar indicadores sobre trabalho decente, definido pela Organização Internacional do Trabalho como atividades que gerem renda suficiente para que indivíduos e suas famílias superem a situação de pobreza, e que não sejam insalubres, perigosas, inseguras e degradantes.

Direito de sindicalização e negociação coletiva também fazem parte desse entendimento.

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