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Para centrais, adesão de categorias ligadas a transporte fortalece greve

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FERNANDA PERRIN

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As centrais sindicais estão otimistas com o impacto da greve geral marcada para sexta-feira (28) contra as reformas da Previdência e das leis trabalhistas.

Oito entidades (Força Sindical, CSP-Conlutas, CSB, CTB, CUT, CGTB, Intersindical e Nova Central) se reuniram nesta segunda (24) em São Paulo para encaminhar os preparativos para o movimento.

Segundo o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, a adesão de categorias ligadas ao transporte, como os metroviários de São Paulo, garante a "espinha dorsal" da greve.

Outros sindicatos que devem parar são o dos bancários, o dos metalúrgicos e dos químicos, afirma o sindicalista. Segundo ele, não está previsto nenhum protesto para o dia.

"Achamos melhor não pensar em manifestação. O importante é paralisar", diz.

Até sexta-feira, porém, algumas categorias e centrais estão organizando mobilizações próprias. Nesta terça, os metalúrgicos farão paralisações de uma hora para realizar assembleias.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, estão previstas ações nas fábricas da Scania, da Ford, da Mercedes-Benz e da Volkswagen. As unidades da Toyota em Sorocaba e Itu, da Volkswagen em São Carlos e da Ford em Taubaté também devem participar do movimento.

Fora de São Paulo, há paralisações previstas nas fábricas da GM em Joinville (SC), da BMW em Araquari (SC), da Mercedes-Benz em Juiz de Fora (MG) e da Fiat em Goiana (PE) e Campo Largo (PR).

A CUT também está organizando em parceria com outros movimentos da Frente Brasil Popular, da qual participam o MST e o MTST, uma manifestação para a manhã de quarta-feira (26) em São Paulo. Na data, a Câmara deve votar a reforma trabalhista, a qual os sindicalistas se opõem.

Uma das principais mudanças propostas na reforma é o fim da contribuição sindical obrigatória, o principal meio de financiamento dessas entidades.

O projeto também retira atribuições do sindicato como homologação da rescisão de contrato e permite que trabalhadores com ensino superior e salário maior que R$ 11 mil negociem diretamente seus próprios contratos, independentemente da convenção coletiva da categoria.

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