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ATUALIZADA - PF investiga André Esteves e BTG em operação sobre Banco Pan e Caixa

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BELA MEGALE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal deflagrou nesta quarta (19) a Operação Conclave, que investiga suposta aquisição fraudulenta de ações do Banco Panamericano pela Caixa Participações. Há mandados de busca e apreensão envolvendo o banqueiro André Esteves e o Banco BTG Pactual.

O inquérito apura a responsabilidade de gestores da Caixa Econômica Federal no negócio. Ele foca também possíveis prejuízos causados a correntistas e clientes do banco.

Estão sendo cumpridos 46 mandados de busca e apreensão expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília –30 em São Paulo, seis em Brasília, um em Belo Horizonte, um em Recife e dois em Londrina.

Segundo pessoas ligadas à investigação, o juiz determinou 36 quebras de sigilo bancário e fiscal e 42 buscas. André Esteves foi alvo das duas medidas.

A Procuradoria do Distrito Federal não confirma o bloqueio de valores dos investigados. A PF informou em nota que a decisão judicial determinou o bloqueio de contas bancárias dos alvos no valor total de R$ 1,5 bilhão.

A investigação apura a atuação de agentes públicos responsáveis pela assinatura de pareceres que basearam a compra e venda de ações do Panamericano pela Caixa Participações, com a posterior transação de ações do Panamericano pelo Banco BTG Pactual, que era controlado por André Esteves.

Também investiga o núcleo de consultoria, contratadas para emitir pareceres a legitimar os negócios, e o núcleo de empresários que, "conhecedores das situações de suas empresas e da necessidade de dar aparência de legitimidade aos negócios, contribuíram para os crimes em apuração."

O nome da Operação se deve à forma sigilosa com que foram tratadas as negociações para transação ocorrida entre o Banco Panamericano e a Caixa. Ela faz alusão ao ritual que ocorre a portas fechadas entre cardeais na Capela Sistina, no Vaticano, para escolher um novo Papa para a Igreja Católica.

Em outubro, o Ministério Público Federal de São Paulo pediu a condenação de oito ex-diretores e o chefe de contabilidade do Banco Panamericano por crimes financeiros e lavagem de dinheiro, cometidos entre 2007 e 2010.

OUTRO LADO

A assessoria de imprensa da Caixa afirmou que a Caixa Participações "está em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com os trabalhos" e que esse procedimento continuará sendo adotado pela empresa.

Em comunicado, o Banco Panamericano afirmou que está colaborando com as investigações e que a compra das ações pela Caixa Participações "não tem nenhuma relação com a gestão atual ou com suas operações".

O advogado de André Esteves, Carlos Almeida Castro, confirmou que a sede do BTG no Rio foi alvo da operação, assim como as casas do banqueiro.

"Eles não levaram nada. Não tinha mais o que levar, teve uma busca há pouco tempo. Essa medida de hoje é sem efetividade, só traz desgaste para a imagem dele e do banco", disse o criminalista.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do banco BTG Pactual, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.

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