Economia

ATUALIZADA - Inflação desacelera em março e é a menor para o mês desde 2012

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NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Com queda nos serviços de transportes e comunicação, a inflação desacelerou em março e fechou o mês em 0,25%, 0,08 ponto percentual abaixo da registrada em fevereiro, informou nesta sexta (7) o IBGE. Foi o menor valor para março desde 2012.

Em fevereiro, o IPCA havia apresentado alta de 0,33% e, em março de 2016, de 0,43%.

A principal influência de alta foi o preço da energia elétrica, que passou a embutir a bandeira amarela para custear térmicas em março e teve um impacto de 0,15 ponto percentual no indicador.

No acumulado de 12 meses, o índice oficial do governo avançou 4,57%, bem próximo ao centro da meta, de 4,5%. Foi a menor taxa em 12 meses desde agosto de 2010.

No primeiro trimestre, o indicador acumula alta de 0,96%, inferior aos 2,62% do ano anterior. Foi o menor primeiro trimestre do Plano Real.

"O primeiro trimestre de 2016 havia apresentado taxas muito altas, principalmente sob influência dos alimentos. Com a retirada desses elementos, o que a gente vê é a inflação em 2017 indo ladeira abaixo", disse a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.

Ela lembra que, pelo segundo mês consecutivo, a inflação em 12 meses ficou na casa dos 4%. "Significa que o Brasil está entrando em patamares mais baixos de inflação", comentou a economista.

Os resultados de março sofreram impacto da queda no preço da gasolina, que foi reduzido pela Petrobras duas vezes neste ano e ficou 2,21% mais barato nas bombas, segundo o instituto.

Passagens aéreas continuaram em queda (-9,63%), embora em ritmo menor do que no mês anterior. Assim, o grupo transportes teve queda de 0,86% no mês, contra alta de 0,24% em fevereiro.

O telefone fixo foi outra contribuição negativa para o índice, com queda de 2,24% no mês, contribuindo para a queda de 0,63% no grupo Comunicações.

O grupo de vestuário também teve queda, de 0,12%, no mês -foi a segunda vez consecutiva. "Significa que as pessoas não estão comprando", disse a coordenadora do IBGE.

Já os alimentos, que seguraram a inflação no mês anterior, voltaram a apresentar alta, de 0,34%.