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Professores de colégios particulares fazem dia contra reformas de Temer

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em alguns dos principais colégios de elite de São Paulo, os professores deram aulas nesta sexta (31) vestindo preto, com números de fita adesiva colados às roupas.

O objetivo é protestar contra a reforma da Previdência e a terceirização. Os números são as idades em que cada um considera que poderá se aposentar se a proposta de reforma do governo for aprovada

A iniciativa partiu de um grupo de professores que se organiza de forma descentralizada desde 2014, quando a terceirização começou a ser discutida no Congresso.

Nesta sexta (31), às 18h30, eles se reúnem na praça dos Arcos, na esquina da avenida Angélica com a avenida Paulista, para discutir os resultados das ações de hoje e os próximos passos.

O grupo quer mobilizar escolas e o sindicato dos professores particulares (Sinpro) para aderirem à greve geral marcada para o dia 28 de abril.

Os participantes afirmam que a organização é descentralizada, sem lideranças nem porta-vozes e, por isso, não querem ser identificados individualmente.

Fazem parte docentes dos colégios Santa Cruz, Oswald de Andrade, Equipe, Escola da Vila, Escola Viva, Ofélia Fonseca e Nossa Senhora das Graças, entre outros.

Em algumas das escolas, além das camisetas pretas, houve discussões em classe ou suspensão das aulas -em alguns casos, sugeridas pelos próprios alunos, em apoio aos professores.

Eles também pretendem participar da passeata marcada para esta tarde.

REFORMA

Professores têm pelas regras atuais condições especiais de aposentadoria. No setor privado, homens precisam contribuir por 30 anos e mulheres, por 25 anos (para não professores, as idades são 35 e 30, respectivamente).

No setor público, além do tempo de contribuição, há idade mínima, de 55 e 50 anos (para os outros servidores, as idades são 60 e 55).

Se a proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo ao Congresso for aprovada sem alterações, ao final do período de transição as regras serão únicas para a absoluta maioria dos trabalhadores, independentemente da profissão: 65 anos de idade e 25 de contribuição.

Professores de escolas públicas também têm feito protestos e greve contra a proposta do governo.

TERCEIRIZAÇÃO

A Câmara aprovou neste mês um projeto que amplia as possibilidades de uma empresa contratar serviços de outras para quaisquer funções -a chamada terceirização.

Para o grupo de professores de escolas particulares, a nova lei, se sancionada, vai precarizar o trabalho docente.

Eles temem que os colégios passem a contratar professores por períodos curtos, sem garantir direitos como férias remuneradas e 13º salário.

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