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Governo autoriza reajuste de até 4,76% em medicamentos

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NATÁLIA CANCIAN

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O preço dos remédios pode subir em até 4,76% a partir desta sexta-feira (31). O índice máximo de reajuste, que varia conforme a categoria de medicamentos, foi divulgado pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

Ao todo, 19 mil produtos estão sujeitos ao novo reajuste. O cálculo é feito com base na inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), além fatores como a produtividade, custos dos insumos e concorrência do setor.

O índice, porém, varia em três níveis de medicamentos, com base na concentração de mercado. Assim, medicamentos mais simples e produzidos por mais empresas podem ter reajuste maior, de 4,76%, valor semelhante à inflação dos últimos 12 meses. É o caso dos genéricos, por exemplo.

Para o governo, a maior concorrência tende a fazer com que as empresas mantenham os preços -daí a previsão de maior aumento.

Na outra ponta, remédios patenteados ou fabricados por menos empresas, e que teriam mais facilidade para aumentar os preços, têm menor índice de reajuste permitido, de 1,36% –como medicamentos oncológicos.

Já medicamentos no intervalo entre essas duas categorias podem ter reajuste de 3,06%.

No ano passado, o índice máximo de reajuste permitido foi de 12,5%, devido ao aumento na inflação. A variação do câmbio e a alta na energia elétrica também colaboraram para esta conta. Já em 2015, os índices variaram de 5% a 7,7%.

O aumento permitido pare este ano, no entanto, não deve chegar imediatamente às farmácias. Segundo a indústria, a previsão é de que as primeiras variações de preço ocorram daqui a dois meses, com a reposição dos estoques.

Indústria e varejo também podem optar por praticar um reajuste menor do que o permitido, principalmente nos casos de produtos de maior concorrência no setor e mais procurados pelos pacientes.

INDÚSTRIA

Em nota, o Sindusfarma, sindicato que representa as principais farmacêuticas do país, criticou a divulgação do índice, considerado baixo pelo setor. Para o sindicato, os índices não repõem a inflação "e muito menos os aumentos incorporados à estrutura de custos do setor".

"Essa situação perversa afeta a saúde financeira das empresas, com reflexos negativos nos investimentos e no lançamento de novos produtos", afirma o presidente-executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini.

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