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Governo quer pacote com aeroportos do MT em próximo leilão de concessão

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NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O governo prevê duas novidades para o próximo leilão de concessão de aeroportos no País, informou nesta quinta (30) o secretário de Aviação Civil, Dario Lopes.

A primeira é uma alteração na regra que limita a vitória de uma mesma empresa por mais de uma concessão na mesma região. A segunda é a venda conjunta, pela primeira vez, de um pacote de aeroportos.

No último dia 17, o governo Michel Temer realizou seu primeiro leilão de aeroportos, com a concessão a empresas estrangeiras dos terminais de Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Florianópolis por R$ 1,46 bilhão.

Lopes adiantou que, no novo leilão, ainda sem data marcada, haverá a oferta de um pacote incluindo cinco aeroportos no Mato Grosso: Cuiabá, Sinop, Alta Floresta, Rondonópolis e Barra do Garças.

"Isso vai criar sinergias para o vencedor", justificou Lopes, explicando que os quatro aeroportos regionais do pacote têm voos para Cuiabá, de onde o passageiro pode embarcar para outros estados.

Ele não quis adiantar quais os outros aeroportos estão em estudo para a próxima rodada de concessões.

Em debate durante evento sobre o setor aéreo no Rio, Lopes disse que o edital terá uma mudança, referente à limitação de que duas empresas vençam concessões na mesma região.

Na concorrência deste mês, uma empresa não poderia ficar com os dois aeroportos do Nordeste. A francesa Vinci, que levou Salvador, estava disputando também Porto Alegre. Se vencesse, o aeroporto da capital baiana ficaria sem comprador.

Por isso, a nova regra vai limitar a concessão à mesma empresa apenas em casos em que houver disputa por todos os aeroportos da mesma região. "A limitação vale desde que tenhamos mais de uma proposta", afirmou.

Nesse caso, se a mesma empresa vencer duas concorrências, o segundo colocado levará uma delas.

INVESTIMENTOS

O secretário de Aviação Civil disse que o governo tem um orçamento de cerca de R$ 450 milhões para investir em aeroportos de médio porte. Dos 189 terminais do país que se enquadram nessa categoria, 100 receberão aportes.

Os recursos serão gastos em equipamentos de acessibilidade aos terminais, de segurança (como aparelhos de raio-X) e em estações meteorológicas automáticas.

O maior investimento, porém, será na extensão da pista do aeroporto de Maringá (PR), que custará cerca de R$ 100 milhões.

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