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Petrobras sobe mais de 3%, e Bolsa ganha 1,37%; dólar cai a R$ 3,11

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EULINA OLIVEIRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A alta do petróleo no mercado internacional beneficiou os papéis da Petrobras, que fecharam com ganhos expressivos nesta quarta-feira (29). As ações preferenciais da estatal subiram 3,58% e as ordinárias ganharam 3,26%, contribuindo para que o Ibovespa retornasse ao patamar dos 65 mil pontos.

O principal índice da Bolsa paulista encerrou a sessão com avanço de 1,37%, aos 65.528,29 pontos. O giro financeiro foi de R$ 9,7 bilhões.

Os preços do petróleo subiram cerca de 2%, depois que o aumento dos estoques semanais da commodity nos Estados Unidos ficou abaixo do esperado por analistas. Houve alta de 867 mil barris na semana passada, ante expectativas de 2 milhões de barris, conforme levantamento da agência Bloomberg.

A leve valorização do minério de ferro na China ajudou os papéis da Vale, que ganharam 0,87% (PNA) e 1,00% (ON).

No setor financeiro, Banco do Brasil ON avançou 3,62%; Itaú Unibanco PN, +1,48%; Bradesco PN, +2,08%; Bradesco ON, +0,33%; e Santander unit, -2,36%.

As ações da Cetip e da BM&FBovespa, nesta ordem, foram as mais negociadas nesta sessão, com ganho de 0,91% e 3,64%, respectivamente.

Os papéis da Cetip deixam de ser negociados após o encerramento do pregão desta quarta-feira, quando será implementada a relação de troca por papéis da BM&FBovespa, devido ao processo de fusão entre as duas empresas.

Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora, vê uma trajetória de recuperação do Ibovespa, que subiu pela sexta sessão seguida. "A perspectiva de queda mais forte da taxa básica de juros com a inflação totalmente sob controle permite que o Ibovespa volte a ganhar fôlego", afirma.

Sobre o contingenciamento do Orçamento federal e o provável fim dos benefícios fiscais concedidos a vários setores da indústria, Figueredo avalia que os investidores estão enxergando o lado positivo das medidas. "O objetivo central é melhorar entre a dívida pública e o PIB, o que é bom para a economia."

CÂMBIO

O dólar teve comportamento misto no exterior, mas recuou frente a moedas de alguns países emergentes, como o Brasil.

A moeda americana encerrou o pregão em baixa de 0,73%, a R$ 3,1170, na cotação comercial.

O Banco Central fez pela manhã a rolagem de mais 10 mil contratos de swap cambial tradicional que vencem em abril. A operação, no montante de US$ 500 milhões, equivale à venda futura de dólares.

Os juros futuros negociados na BM&FBovespa também terminaram em queda, refletindo o câmbio, a menor percepção de risco e o reforço das apostas de corte mais agressivo da taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, em abril.

No mercado de juros futuros, investidores buscam proteção contra flutuações dos juros negociando contratos para diferentes vencimentos.

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