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Contra Netflix, Hollywood projeta serviços de vídeo on-demand

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os estúdios de Hollywood planejam disponibilizar filmes ao público via serviços de vídeo on-demand 45 dias após a estreia nos cinemas, informou o jornal "The Wall Street Journal" neste domingo (26).

O plano faz parte de uma estratégia para conter a queda do faturamento provocada pela migração de parte dos espectadores a serviços de streaming, como a Netflix.

Os estúdios e donos de redes de cinemas se debruçam sobre o problema há algum tempo, segundo o jornal. Executivos de Hollywood consideram a questão crucial para sua sobrevivência a longo prazo, enquanto as redes de cinema avaliam que a decisão pode ameaçar seu negócio.

No entanto, pressionados pela mudança dos hábitos de consumo de filmes com a difusão de opções de entretenimento on-demand, os dois lados finalmente estão tentando chegar a um consenso, pessoas familiarizadas com a discussão disseram ao "Wall Street Journal".

O único ponto ainda em debate é quando e em que termos esse lançamento em plataformas on-demand ocorrerá, afirmam. A expectativa é que, até o fim do ano, alguns filmes sejam disponibilizados em serviços de vídeo on-demand algumas semanas após a estreia nos cinemas, a um preço entre US$ 30 e US$ 50.

Hoje, os filmes lançados em cinemas só são liberados para DVDs ou plataformas digitais 90 dias após a estreia, como uma condição imposta pela maioria das redes de cinema para exibi-los. Isso acontece pelo temor de que disponibilizar as produções mais cedo para consumo doméstico possa diminuir a venda de ingressos.

Se as duas partes não chegarem a um acordo em breve, diz o "WSJ", ao menos um estúdio pode forçar a questão e anunciar uma estratégia premium de vídeo on-demand. Outros estúdios seguiriam a tendência e fariam o mesmo, obrigando os cinemas a cooperarem ou perderem centenas de lançamentos.

Executivos de Hollywood dizem preferir alcançar um acordo com os cinemas e pretendem trabalhar em um plano que seria seguido pelos concorrentes sem restrições - o que é controverso, considerando que há regras antitruste que impedem os estúdios de combinarem estratégias.

O prazo em que os filmes seriam liberados para o serviço premium de vídeo on-demand ainda não é consenso. Alguns defendem que isso aconteça 10 dias após a estreia nos cinemas, enquanto outros sugerem 17 dias ou entre 30 e 45 dias. Fracassos de públicos poderiam ser disponibilizados antes de produções bem-sucedidas.

Para compensar as redes de cinema pela queda na venda de ingressos, os estúdios poderiam dividir com essas empresas de 10% a 20% da receita com o serviço de vídeo on-demand se o lançamento na plataforma ocorresse menos de 30 dias antes da estreia no cinema, diz o "Journal". A dúvida é quantos anos se passariam antes que os estúdios tirassem os cinemas da jogada.

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