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Superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná é exonerado

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O superintendente do Ministério Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Estado no Paraná,  Gil Bueno de Magalhães, foi exonerado do cargo após a deflagração da Operação "Carne Fraca" pela Polícia Federal (PF). O ato da demissão foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (20). Ele foi indicado para o cargo pela bancada paranaense em Brasília. 

Além de Magalhães, o superintendente de Goiás, Júlio César Carneiro, também foi exonerado. Funcionários do Ministério da Agricultura envolvidos em suposto esquema criminoso descoberto pela PF foram desligados das funções.

Gil Bueno, bem como Carneiro e outros servidores do Ministério, são acusados pela Promotoria Federal de participar do esquema de pagamento de propina por frigoríficos a fiscais públicos para obtenção irregular de licenças sanitárias

R$ 65 guardados em casa
Os agentes da PF encontraram cerca de R$ 65 mil em notas de reais, dólar e Euro durante o cumprimento de mandado na casa de Bueno. Já nas cinco contas bancárias cujo titular é Gil Bueno, a PF localizou pouco mais de R$ 3.500 ,que foram bloqueados por ordem da Justiça Federal.

'Vista grossa'
Segundo a PF, Gil Bueno de Magalhães teria deixado de fiscalizar, por 67 vezes, duas empresas que estava sendo fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura. Ele foi nomeado pelo atual ministro, Blairo Maggi.

Nomeado por ministro mesmo após denúncia de corrupção
Gil Bueno de Magalhães foi denunciado em março de 2016, por corrupção passiva pelo Ministério Público Federal (MPF) em Paranaguá. Ele é acusado de receber propina para beneficiar duas empresas que estavam sendo fiscalizadas pelo Ministério, entre 2004 e 2008.

Vale lembrar que a nomeação de Magalhães ocorreu no dia 24 de julho de 2016, ou seja, o processo envolvendo o superintendente nomeado por Maggi já tramitava há mais de três meses.

Ministério foi informado
Antes da nomeação, o Ministério da Agricultura foi informado sobre as denúncias envolvendo Gil Bueno de Magalhães. No dia 4 de julho, vinte dias antes da nomeação, o Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) encaminhou ofício ao corregedor do Ministério da Agricultura, George Nogueira Cardoso, alertando sobre a denúncia oferecida pelo MPF contra Magalhães.

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