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ATUALIZADA - BRF diz que houve 'mal entendido na interpretação' de áudio sobre papelão

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, afirmou que houve "mal entendido na interpretação" de um áudio divulgado pela Polícia Federal em que dois funcionários da empresa supostamente falariam sobre misturar papelão com embutidos. A BRF é alvo da operação Carne Fraca da PF, deflagrada na sexta-feira (17) contra um esquema de corrupção na fiscalização de frigoríficos no Brasil.

Em seu relatório, a PF cita uma conversa entre dois funcionários da unidade da empresa em Carambeí, no Paraná:

"Funcionário 1 - O problema é colocar papelão lá dentro do CMS [matéria-prima para a produção de embutidos] também, né?... Tem mais essa ainda... só que não dá pra mim tirar. É... eu vou ver se eu consigo colocar em papelão. Agora, seu eu não consegui em papelão, dai eu vou ter que... condenar

Funcionário 2 - Ai tu pesa tudo que nós vamos dá perda. Não vamos pagar rendimentos isso"

O diálogo repercutiu nas redes sociais.

Segundo a empresa, quando falou em papelão, o funcionário estava se referindo às embalagens do produto, e não ao seu conteúdo.

"Quando ele diz 'dentro do CMS', está se referindo à área onde o CMS é armazenado. Isso fica ainda mais claro quando ele diz que vai ser se consegue 'colocar EM papelão', ou seja, embalar o produto EM papelão, pois esse produto é normalmente embalado em plástico", afirma a BRF em nota.

Na frase seguinte, diz a empresa, o funcionário "deixa claro que, caso não obtenha a aprovação para a mudança de embalagem, terá que 'condenar" o produto, ou seja, descartá-lo."

PRISÃO

O gerente de relações institucionais da BRF, Roney Nogueira dos Santos, foi preso na madrugada deste sábado (18) quando desembarcava no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

A assessoria de imprensa da empresa confirmou a prisão e disse que Santos estava em viagem a trabalho, mas não soube informar de onde ele vinha e nem para onde foi levado ao ser detido.

Sua prisão já havia sido decretada na sexta (17), juntamente com a de André Baldissera, diretor da BRF para o Centro-Oeste.

Ao todo, 32 empresas são investigadas pela operação, entre elas a JBS, dona das marcas Seara e Big Frango.

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