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Dólar sobe a R$ 3,17 à espera de BC dos EUA; Petrobras cai mais de 5%

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EULINA OLIVEIRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A terça-feira (14) foi marcada pela cautela nos mercados internacionais, que aguardam a decisão de política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) nesta quarta-feira (15). Com isso, o dólar valorizou-se mundialmente e as Bolsas fecharam no vermelho.

O recuo do petróleo no mercado internacional pela sexta sessão consecutiva pressionou os papéis do setor de energia e os mercados emergentes, produtores de commodities. As ações preferenciais da Petrobras recuaram mais de 5%, levando o Ibovespa a fechar em baixa de 1,27%.

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,66%, a R$ 3,1740. "Os investidores estão buscando proteção para amanhã (quarta-feira), quando o Fed deve aumentar os juros", afirma Cleber Alessie, operador de câmbio da corretora H.Commcor.

O BC dos Estados Unidos também vai divulgar suas projeções para 2017, inclusive para o número de altas de juros. "Três elevações, como o Fed indicou anteriormente, já estão no preço; o problema é se essa estimativa aumentar", diz Alessie.

O mercado espera também que a elevação dos juros seja de 0,25 ponto percentual, para uma faixa entre 0,75% e 1,00%. Se a alta for maior, o dólar deve se valorizar ainda mais.

Com juros maiores, a principal economia do mundo se torna ainda mais atrativa para investimentos, em detrimento de outros mercados, especialmente emergentes, que têm risco mais alto.

Os juros futuros negociados na BM&FBovespa também subiram, influenciados pelo câmbio e pelo aumento da aversão ao risco nesta sessão.

O contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2018 subiu de 10,015% para 10,040% ao ano; o contrato de DI para janeiro de 2021 avançou de 9,930% para 10,050%; e o contrato para janeiro de 2026 acelerou de 10,345% para 10,500%.

Neste mercado, investidores buscam proteção contra flutuações dos juros negociando contratos para diferentes vencimentos.

Operadores citam também uma certa apreensão no cenário doméstico, antes da divulgação da lista de políticos que podem ser investigados por causa das delações premiadas da Odebrecht.

BOLSA

O Ibovespa acompanhou o mau humor global encerrou em baixa de 1,27%, aos 64.699,46 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,2 bilhões.

A queda do índice foi influenciada principalmente pelas ações da Petrobras, que perderam 5,42% (PN) e 3,75% (ON). Os papéis da estatal sofreram com a trajetória declinante dos preços do petróleo.

A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) informou nesta terça-feira que os estoques globais de petróleo continuaram a subir, apesar do acordo para cortar a produção e elevar os preços da commodity.

As ações da Vale subiram 1,05% (PNA) e 0,51% (ON). No setor financeiro, Itaú Unibanco PN caiu 0,97%; Bradesco PN, -0,83%; Banco do Brasil ON, -0,20%; e Santander unit, -0,95%.

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