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Pleito da mulher por igualdade tem que valer na idade mínima, diz Maia

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LAÍS ALEGRETTI

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Ao defender a aprovação da reforma da Previdência em sua versão original, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o pleito de mulheres por tratamento igualitário no mercado de trabalho deve valer também na Previdência. É "correto" e "óbvio", na avaliação dele, que seja exigida a mesma idade mínima para aposentadoria de homens e de mulheres.

"É um pleito também das mulheres há muitos anos, que é exatamente não ser tratada de forma diferente dos homens", disse Maia. "As mulheres têm um pleito histórico de um equilíbrio na relação de gênero em todos os temas da sociedade, também na idade mínima. Quando se exige maior participação da mulher no mercado de trabalho, na política, quando você quer caminhar para esse equilíbrio, tem que ser equilíbrio para tudo".

A proposta de reforma da Previdência do governo Michel Temer prevê regras iguais para homens e mulheres -item que é criticado por alguns parlamentares e é alvo de emendas da própria base do governo. O texto do Executivo prevê o piso de 65 anos para aposentadoria, além de exigir pelo menos 25 anos de contribuição.

Maia afirmou que a sociedade não rejeita a igualdade na idade mínima de homens e mulheres. "Mais de 65% dos brasileiros entende que a idade de homens e mulheres tem que ser a mesma", afirmou.

O presidente da Câmara afirmou que mantém a expectativa de aprovação do texto no plenário da Câmara até o fim de abril. Em seguida, o texto tem de ser aprovado pelo Senado -o que o governo espera que aconteça até o fim do primeiro semestre.

Maia se reuniu com o ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), o secretário de Previdência, Marcelo Caetano, o presidente da comissão da Previdência, Carlos Marun (PMDB-MS), além de líderes do governo na Câmara, para discutir o assunto na manhã desta terça-feira (14).

Após o encontro, Maia deixou a residência para falar com a imprensa e defender a aprovação do texto enviado pelo Executivo sem alterações.

"O texto que veio do governo é o texto que precisa ser aprovado e é o texto que vai garantir, no futuro, os pagamentos dos aposentados e vai levar o Brasil a um crescimento econômico muito forte", disse.

Sobre a reunião, Maia disse que não era "para reduzir nenhum artigo do projeto que veio do governo", e sim para identificar onde estão as principais dúvidas dos parlamentares.

"Se a gente for começar a dilapidar a reforma da Previdência, daqui a pouco os efeitos serão inócuos", afirmou Maia, na mesma linha do discurso da equipe econômica de Temer.

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