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Com paralisação na PM, deputados do Rio adiam votação de venda da Cedae

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NICOLA PAMPLONA E LUCAS VETTORAZZO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) anunciou nesta segunda (13) a suspensão da sessão que votaria projeto de privatização da Cedae (Companhia Estadual e Água e Esgoto), prevista para esta terça (14).

A presidência da Casa não informou o motivo da decisão, mas a reportagem apurou que foi tomada diante dos problemas no patrulhamento da cidade provocados pela mobilização de mulheres de policiais.

"Não faz sentido retirarmos policiais do patrulhamento de outras áreas para proteger a Alerj", disse um deputado da base do governo.

A proposta de votação da Alerj tem gerado violentos protestos de servidores do Rio e o patrulhamento já vem sofrendo impactos dos bloqueios feitos desde sexta (10) por mulheres de policiais nas portas dos batalhões.

Nesta segunda, o governo Luiz Fernando Pezão fechou acordo com o Ministério da Defesa para que as Forças Armadas ajudem no patrulhamento do Estado.

Além disso, a votação também não teria efeito prático no caixa do governo após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de não conceder a antecipação de efeitos do pacote de socorro negociado com a União.

O projeto de privatização da Cedae é uma das principais medidas do plano de reequilíbrio financeiro anunciado no início do ano por Pezão. Com sua aprovação, o governo espera tomar um empréstimo de R$ 3,5 bilhões, usando como garantia as ações da empresa.

O dinheiro seria usado para acertar salários atrasados. Na sexta, em uma tentativa de conter o movimento das mulheres de policiais, o secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, disse que os recursos poderiam ser usados para pagar 13ª salário e bonificações da área de segurança.

Embora a Cedae tenha sido retirada da pauta desta terça, movimentos de servidores mantiveram manifestação programada para ocorrer na porta da Alerj.

"Claramente é uma jogada para desarticular e desgastar o movimento dos trabalhadores. Por isso, vamos comparecer em peso para mostrar o quanto estamos mobilizados contra os ataques do governo", disse o Sindicato dos Trabalhadores de Água e Esgoto, em nota distribuída nesta segunda (13).

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