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Grupo SEB compra rede de escolas canadense por cerca de R$ 160 milhões

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O grupo SEB, da família do empresário Chaim Zaher, anunciou nesta segunda-feira (13) a compra da Maple Bear no Brasil, escola bilíngue canadense com 85 escolas e 15 mil alunos no país.

O valor do negócio não foi divulgado, mas o mercado estima aproximadamente R$ 160 milhões. Pelo acordo, o SEB fica com 95% de participação e poderá expandir a marca para outros países na América do Sul por meio de franquias, um mercado ainda não explorado pelo grupo SEB. A Maple Bear está presente em 13 países no mundo.

No Brasil há cerca de dez anos, a canadense já atua com ensino bilíngue infantil e fundamental e agora se prepara para entrar no mercado de ensino médio a partir de 2018, segundo Rodney Briggs, presidente da Maple Bear Global Schools.

O faturamento da Maple Bear no Brasil gira em torno de R$ 350 milhões.

Segundo Chaim Zaher, o negócio com a canadense representa uma porta de entrada para os planos de internacionalizar o grupo SEB.

O SEB atua há mais de 50 anos no mercado de educação brasileiro, com foco na educação básica, com cerca de 45 mil alunos distribuídos em 39 unidades. Algumas de suas marcas são SEB COC, Pueri Domus e Dom Bosco. No ano passado, lançou a Conexia, para atuar em diferentes áreas, como material didático, gestão escolar, gestão pedagógica, tecnologia e ensino a distância.

A transação com a Maple Bear não é única anunciada pelos Zaher nos últimos meses. No início deste mês, o grupo SEB divulgou que recomprou o sistema de ensino Pueri Domus, que fora vendido por ele mesmo ao britânico Pearson em 2010.

No final do ano passado, a nova empresa anunciou que comprou da Oxford University Press o Programa Múltiplo de Ensino. Também no final de 2016, o Grupo SEB anunciou que faria grandes investimentos em projetos de educação infantil e fundamental.

A família é acionista da Estácio, que atualmente passa por negociações no Cade para conseguir aprovar a união com a Kroton, formando um gigante do ensino superior. Para concretizar o negócio e voltar a focar na educação básica, os Zaher reduziram de 14% para 11% sua participação na Estácio, fazendo caixa para as novas aquisições.

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