Economia

Previsão de alta de 1% do PIB está mantida, diz Meirelles

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MAELI PRADO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira (9) que, devido a uma série de indicadores positivos da atividade econômica, como vendas de papel ondulado e movimento de cargas nas estradas, a previsão de crescimento de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano está mantida pela equipe econômica.

Os analistas ouvidos pelo boletim Focus acreditam em um crescimento da economia de 0,49% em 2017. "O crescimento médio do mercado está em 0,5%. Estamos acima disso, mas vamos aguardar um pouco porque deve haver uma revisão para cima do mercado", declarou o ministro.

"Devido a itens que são bons indicadores da atividade futura, como papelão ondulado, pedágio de carga pesada nas estradas e em janeiro o consumo de energia, concluímos que não há agora a necessidade de fazer uma revisão do PIB neste momento", disse Meirelles após participação do evento Caixa 2017.

"Vamos manter a taxa de crescimento, e devemos fazer a revisão prevista dentro da legislação no mês de março", completou.

De acordo com ele, há uma série de "mudanças importantes" na economia. "Há uma inflexão positiva na economia brasileira e acreditamos que devemos deixar isso consolidar-se e aí sim analisar crescimento do PIB", disse.

O ministro repetiu que, no último trimestre deste ano, o crescimento deve ser de 2% na comparação com mesmo periodo do ano passado. "É importante isso, porque elimina o efeito estatístico de uma base de comparação ruim".

Sobre um eventual contingenciamento de R$ 39 bilhões do Orçamento para que o governo possa cumprir a meta para o resultado primário, necessidade apontada pelo IFI (Instituto Fiscal Independente), Meirelles disse que esse ponto ainda será avaliado pelo governo.

Ele citou a aprovação de um novo programa de repatriação de recursos ilegais no exterior a o novo programa de regularização tributária como fontes de receita que podem reduzir essa necessidade de contingenciamento.

"Só vamos ver isso em março, para ver se medidas serão tomadas, se necessário".