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Dólar cai pela 7ª semana seguida com dados de emprego nos EUA; Bolsa sobe

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar fechou perto da estabilidade nesta sexta-feira (3), influenciado por dados de emprego nos Estados Unidos que sugerem que os salários dos trabalhadores americanos não estão provocando, ainda, pressão inflacionária no país.

O dólar à vista teve queda de 0,19%, para R$ 3,112, menor valor desde 25 de outubro de 2016. O dólar comercial teve leve alta de 0,06%, para R$ 3,124.

A moeda americana acumulou queda de 1,30% na semana, a sétima seguida de desvalorização em relação ao real. É a maior sequência de semanas de baixa do dólar desde 2010, quando a divisa caiu durante nove semanas entre agosto e outubro.

A desvalorização do dólar na semana foi provocada majoritariamente por fatores externos -em especial, relacionados aos Estados Unidos. Além das primeiras medidas do presidente Donald Trump, que levantaram dúvidas sobre a capacidade de a divisa americana continuar forte no longo prazo, as atenções se voltaram para a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central americano).

A autoridade monetária americana manteve a taxa de juros nos EUA na faixa entre 0,50% e 0,75% ao ano, sem dar indicações sobre futuras movimentações. Nesta sexta-feira, saíram dados de emprego fora do setor agrícola, apontando para a criação de 227 mil vagas -acima do esperado pelo mercado.

Os salários, porém, aumentaram apenas modestamente, sugerindo que ainda há alguma folga no mercado de trabalho. "Os dados mostram um mercado de trabalho saudável, mas sem sinais de inflação forte. Não tem uma pressão grande dos salários que possa levar o Fed a um aperto monetário que surpreenda o mercado", afirma Luis Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos.

A elevação fraca dos salários pode fazer com que o Fed adote um ritmo gradual de altas de juros. Com isso, os investidores optariam por manter o dinheiro aplicado em países emergentes, como o Brasil, que pagam juros maiores que os dos títulos americanos. Após os dados, a probabilidade de um aumento na reunião do BC americano de março caiu de 32% para 28%.

O Banco Central não realizou nenhuma intervenção no câmbio. O BC ainda não começou a rolar os contratos de swaps cambiais -equivalentes à venda de dólares no mercado futuro- que vencem em março. Pereira, da Guide, avalia que a autoridade monetária fazer uma rolagem parcial dos contratos, optando por deixar alguns vencerem.

BOLSA

O Ibovespa, principal índice acionário do Brasil, fechou com alta de 0,57%, para 64.953 pontos. Na semana, o índice recuou 1,64%, a primeira queda em cinco semanas.

O volume financeiro do pregão somou R$ 8,52 bilhões, acima da média diária no ano, que é de R$ 6,93 bilhões.

As ações de bancos e da Petrobras contribuíram para que o Ibovespa encerrasse o pregão no terreno positivo. Os papéis do Itaú Unibanco subiram 2,08%. As ações preferenciais do Bradesco subiram 2,44%, e as ordinárias avançaram 2,40%. As units -conjunto de ações- do Santander Brasil se valorizaram 0,62%. Na contramão, os papéis do Banco do Brasil caíram 0,26%.

Ajudadas pela alta dos preços do petróleo no exterior, as ações da Petrobras fecharam o dia em alta. As ações preferenciais da Petrobras subiram 3,02%, para R$ 15,34. As ações ordinárias tiveram alta de 2,77%, para R$ 16,34.

Os papéis da Vale e da Bradespar, acionista da mineradora, encabeçaram as perdas do Ibovespa nesta sessão. As ações ordinárias da Vale desabaram 6,28%, para R$ 30,61. Os papéis preferenciais caíram 5,41%, para R$ 29,01.

Além de um movimento de realização de lucro, a desvalorização ocorreu na reabertura dos mercados de commodities na China, após feriado do Ano Novo Lunar. Os preços do minério encerraram o dia com queda de 1,38%. As ações da Bradespar recuaram 5,45%.

Ainda assim, as ações da Vale acumulam forte valorização neste início de ano. Os papéis ordinários sobem 19,2% e os preferenciais, 24,3%.

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