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Meta da inflação deve caminhar para 3% no longo prazo, diz presidente do BC

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MARIANA CARNEIRO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse que a meta de inflação no Brasil deve caminhar para patamares mais baixos, mais próximos de 3%, no longo prazo.

Em evento promovido pelo banco Credit Suisse para investidores em São Paulo, Ilan disse que o país já está no caminho para baixar a inflação brasileira para padrões internacionais. As projeções de inflação para este ano e para o ano que vem giram em torno do centro da atual meta, de 4,5%, salientou.

Perguntado sobre quando isso poderia ocorrer, ele disse que a fixação da meta para 2019 será divulgada em junho e que ainda não há decisão definida.

"Temos um caminho. A expectativa de inflação para este ano já esta na meta e no outro também. Vamos tomar a decisão da meta de 2019 em junho", disse.

"E, ao longo do tempo, e obviamente estou falando no longo prazo, nós devemos caminhar para uma meta parecida com a de outros emergentes que tem inflação perto de 3%. Novamente, no longo prazo, o que significa ao longo dos anos, tomando decisões a cada junho, levar a inflação para uma meta parecida com a de outros emergentes que tem inflação perto de 3%.

TRUMP

As turbulências externas, que ganharam novo peso com o presidente americano Donald Trump, pegam o Brasil menos vulnerável, acredita Ilan.

Ele disse que há incertezas crescentes no exterior, mas o Brasil reduziu seu deficit nas contas externas e está recuperando os fundamentos econômicos.

"O cenário global é incerto, não necessariamente para o lado ruim, mas numa economia recuperando fundamentos de forma acelerada", disse.

Ilan disse que se Trump indica uma virada protecionista, de outro países como o Japão estão voltando a crescer.

O Brasil, disse ele, também se beneficia de uma política econômica mais combinada. "Há um discurso alinhado que vem do presidente, passa por ministros, funcionários, empresários e investidores. Estamos no caminho certo", disse.

Ele voltou a lembrar que a inflação está cadente e caminhando para o centro da meta de 4,5% ao ano, o que abriu espaço para o BC acelerar o ritmo de corte dos juros.

Mas se ajuda a baratear empréstimos e pode ajudar a reativar o crédito, a queda da taxa por si só não gerará crescimento, disse ele.

"A política monetária contribui para a recuperação, mas não sozinha, complementada por outras medidas. Temos que investir em reformas que ajudem na produtividade", disse ele, citando as reformas da Previdência, trabalhista e tributária.

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