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Discurso de Trump não traz novidades e dólar cai; Bolsa sobe com Vale

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EULINA OLIVEIRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar caiu frente à maior parte das moedas nesta sexta-feira (20), dia da posse de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos. O discurso do republicano não trouxe novidades, o que ampliou a queda da moeda americana.

No Brasil, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, perdeu 0,62%, a R$ 3,1751, retornando a níveis de 8 de novembro, dia da eleição de Trump. No acumulado da semana, a moeda americana perdeu 1,14%. O dólar comercial, usado em contratos de comércio exterior, perdeu 0,65%, a R$ 3,1830. Na semana, caiu 1,24%.

O Banco Central rolou nesta sexta-feira mais 15 mil contratos de swap cambial tradicional que vencem em fevereiro, no montante de US$ 750 milhões. A operação equivale à venda futura de dólares, e colaborou para a valorização do real.

Para Alexandre Espírito Santo, economista da Órama Investimentos, o discurso de Trump ficou dentro do esperado. "Foi um discurso populista e nacionalista; é preciso esperar os primeiros 100 dias de governo para ver o que Trump fará em relação à economia."

José Faria Júnior, diretor-técnico da Wagner Investimentos, afirma que a reclamação do republicano de que a moeda americana está muito forte ainda repercute nos mercados. "Contribuiu também para a queda do dólar o discurso da presidente do Fed mais brando em relação ao aumento dos juros americanos."

Na noite desta quinta-feira (19), a presidente o Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA), Janet Yellen, afirmou considerar prudente ajustar a política monetária gradualmente ao longo do tempo.

O mercado de juros futuros acompanhou o dólar e terminou em baixa. Neste mercado, investidores buscam proteção contra flutuações dos juros negociando contratos para diferentes vencimentos.

BOLSA

O ambiente de maior apetite ao risco após o discurso de posse de Trump favoreceu o Ibovespa, que terminou com ganho de 0,89%, aos 64.521,18 pontos, no maior patamar desde 31 de outubro de 2016 (64.924,52 pontos). O giro financeiro foi de R$ 7,8 bilhões.

Na semana, o principal índice da Bolsa acumulou alta de 1,37%.

As ações da Vale mais uma vez se destacaram, com ganho de 4,74% (PNA) e 2,00% (ON), apesar da queda do minério de ferro na China nesta sessão. Os papéis preferenciais da Bradespar, acionista da mineradora, subiram 5%.

Os papéis preferenciais da Petrobras subiram 1,45% e as ordinárias perderam 0,55%, em dia de alta de mais de 2% do petróleo no mercado internacional.

No setor financeiro, Itaú Unibanco PN ganhou 0,30%; Bradesco PN, -0,47%; Bradesco ON, +0,35%; Banco do Brasil ON, +2,22%; Santander unit, +1,74%; e BM&FBovespa ON, +2,07%.

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