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Captação líquida da indústria de fundos cresce 30 vezes em 2016

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A captação líquida dos fundos de investimentos -diferença entre depósitos e resgates- cresceu 2.939,8% em 2016 na comparação com o ano anterior, para R$ 109,1 bilhões, segundo dados da Anbima (associação das entidades de mercado de capitais) divulgados nesta quinta-feira (5).

Isso representa um crescimento de cerca de 30 vezes em relação ao ano anterior. Em 2015, a indústria de fundos teve captação líquida de R$ 3,588 bilhões, aumento de 150,4% em relação ao ano anterior. Ainda assim, o resultado de 2015 foi impactado por resgates em renda fixa, fundos de ações e multimercados.

O patrimônio líquido somou R$ 3,44 trilhões no ano passado, alta de 15% na comparação com 2015.

A maior captação líquida de 2016 foi registrada pelos fundos de previdência, nos quais aplicam os planos de previdência privada. A diferença entre depósitos e saques foi de R$ 48,17 bilhões no ano passado, em meio às discussões sobre mudanças na Previdência Social.

Os fundos de renda fixa tiveram captação líquida de R$ 45,86 bilhões em 2016. Os investidores foram atraídos para esses produtos em busca de aplicações conservadoras mais rentáveis que a poupança em um cenário de taxa de juros elevada e inflação pressionada, o que corrói o ganho da poupança. Com isso, os fundos de renda fixa responderam por 48,2% do patrimônio líquido total da indústria de fundos.

Os fundos multimercados, que têm liberdade para investir em diferentes ativos, como ações e moeda estrangeira, fecharam o ano com 19,4% da indústria total de fundos. A captação líquida da categoria foi de R$ 12,24 bilhões.

Por outro lado, os fundos de ações fecharam o ano com resgates líquidos de R$ 6,35 bilhões, afetados pela instabilidade no mercado acionário brasileiro. Apesar da volatilidade, a Bolsa foi a aplicação que mais rendeu em 2016, com avanço de cerca de 39% no ano.

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