Economia

Petrobras amplia oferta de reajuste para 6% e sindicatos sinalizam rejeição

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NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em reunião com a FUP (Federação Única dos Petroleiros) nesta quarta (19), a Petrobras elevou sua oferta de reajuste salarial para 6%, ante os 4,97% oferecidos em setembro. A federação, no entanto, criticou a nova proposta, classificando-a como "natimorta".

"É arrocho salarial, tentativa de redução de direitos, venda de ativos da empresa... E tudo isso nas constas do trabalhador. A gente não vai aceitar isso", disse o coordenador da FUP, José Maria Rangel, em vídeo no site da entidade.

Os sindicalistas criticaram ainda a manutenção das propostas de corte no valor das horas extras para 50% da hora trabalhada e a possibilidade de corte de jornada em 25%, com queda equivalente no valor do salário para empregados da área administrativa.

"Nós não vamos negociar nesta campanha nada que não seja salário. Podemos discutir horas extras dentro da comissão de regimes de trabalho, fora do afogadilho da negociação salarial", afirmou a FUP.

A primeira oferta da empresa foi rejeitada pela entidade, que chegou a aprovar a realização de greves em assembleias realizadas pelo país. Agora, a nova proposta será novamente discutida com os trabalhadores, informou Rangel.

Sindicatos ligados à FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) iniciaram mobilizações em preparação para greve no final de setembro. A FNP pediu aumento de 19%.

De acordo com a FUP, a nova proposta apresentada nesta quarta vale para todas as classes salariais. Na primeira, o reajuste cheio só valia para quem ganhasse até R$ 9 mil. A partir desse valor, o aumento seria de R$ 447,30.

Procurada, a Petrobras confirmou a nova proposta, "em mais um esforço para valorizar a negociação e o diálogo com as entidades sindicais".

A direção da companhia tenta convencer os trabalhadores a não aderirem a movimentos grevistas, alegando que causariam prejuízo à empresa.