Economia

EUA têm novo aumento de vagas em fevereiro, e desemprego fica em 4,9%

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THAIS BILENKY
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Em nova alta, os Estados Unidos criaram 242 mil postos de trabalho em fevereiro, mantendo a taxa de desemprego em 4,9%, mas os ganhos médios por trabalhador caíram, o que tem efeito negativo sobre a inflação.
O salário médio por hora no setor privado ficou US$ 0,03 menor em fevereiro, em US$ 25,35, depois de um aumento de US$ 0,12 em janeiro, informou o governo americano nesta sexta-feira (4).
O Federal Reserve (Fed, banco central americano) indica, em seus pronunciamentos, que monitora sinais de que a inflação caminha rumo à meta de 2% ao ano na decisão de política monetária.
Com a inflação próxima a zero, o banco central americano não aumentou a taxa básica de juros em sua última reunião, em janeiro, depois da alta em dezembro, para o intervalo entre 0,25% e 0,50%.
O próximo encontro da autoridade monetária ocorre em 15 dias.
O Departamento de Comércio americano revisou para cima a criação de empregos em dezembro, apontando agora 271 mil novas vagas, e a de janeiro, com 172 mil. Com isso, a média mensal dos últimos três meses é de 228 mil.
O setor de mineração continua se retraindo, com perda de 171 mil postos desde setembro de 2014. Só em fevereiro, houve queda de 19 mil vagas.
Os setores que vão bem são assistência médica (criou 57 mil vagas no mês passado), venda de varejo (55 mil), serviços de alimentação e bebidas (40 mil) e educação privada (28 mil).
No entanto, os dados de fevereiro mostram a manutenção de taxas elevadas de adolescentes desempregados (15,6%) e negros (8,8%).
Outro indicador examinado pelo Fed, o número de pessoas que trabalham meio período porque não encontram vaga de tempo integral, continua na casa dos 6 milhões, sem alterações desde novembro.