Economia

Para oposição do Senado, queda do PIB pressiona por saída de Dilma

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MARIANA HAUBERT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Diante da queda de 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2015 na comparação com o ano anterior, senadores da oposição avaliaram que o péssimo resultado dá mais força para o encerramento prematuro do governo Dilma Rousseff.
"O Brasil tem uma única alternativa para sair da crise em que atolamos: mudar o governo que aí está", afirmou em nota o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB.
Para o tucano, o país foi "nocauteado pela incompetência, pela ineficiência e por um modelo ruinoso".
"O governo que prometia 'pibão' entrega recessão, a mais grave de toda a história. O grupo político que se vangloriava de estar a salvo da 'marolinha' das crises internacionais, agora, está atolado na lama, e junto levou a economia do país", afirmou.
Com a queda do PIB no ano passado, a economia voltou ao patamar de 2011. O resultado é o pior pela nova série histórica das Contas Nacionais do IBGE, iniciada em 1996. Pela antiga série histórica (que tem metodologia diferente da atual), a economia recuou mais em 1990 (-4,3%). Naquele ano, o governo Collor (1990-1992) confiscou a caderneta de poupança para enfrentar uma inflação de quase 2.000% ao ano.
Para o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), o único remédio para o país é a antecipação das eleições.
"A previsão é péssima para 2016 e o remédio é um só, não tem outro. É exatamente a antecipação das eleições e buscarmos um novo governo que possa resgatar a credibilidade e estimular o cidadão a acreditar no país. O que está aí não tem nenhuma capacidade de recuperar", disse.
O senador também afirmou que a delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), com implicações à presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula, é mais um fator de desestabilização do governo e reforça a necessidade de se antecipar novas eleições.
"Eu acredito que, depois da delação do senador Delcídio, isso tudo já não faz mais parte da pauta. O que faz parte da pauta a partir de agora é exatamente o processo que deverá ser célere no Tribunal Superior Eleitoral e poderemos encaminhar para um processo de antecipação das eleições e um novo presidente da República, aí sim, apresentar essas mudanças para a área da previdência, trabalhista, tributária, enfim, também na reforma política como todo mundo espera", disse.