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Marinha não encontra sinais de vazamento de óleo na Bacia de Campos

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NICOLA PAMPLONA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Após dois sobrevoos na região da Bacia de Campos, a Marinha informou que não encontrou sinais de vazamento de petróleo. A inspeção foi feita a pedido do Ibama, depois que imagens de satélite captaram uma mancha de 22 quilômetros quadrados na área, que é responsável por 65% da produção nacional de petróleo,
A mancha foi detectada por uma imagem do satélite Sentinel-1A, captada às 6h05 de sexta-feira (29) pelo oceanógrafo Gustavo Ortiz. Foi confirmada pelo Ibama durante o fim de semana, com base no processamento de imagem do mesmo satélite.
No momento da captação, estava localizada a cerca de 200 quilômetros da costa, em frente ao município de Cabo Frio (RJ). Foi classificada como "mancha órfã", por não estar ligada a nenhuma plataforma ou embarcação.
Os dois sobrevoos foram realizados na segunda-feira (1º). À noite, a Marinha informou, em nota, que "nada foi avistado que pudesse confirmar a ocorrência de vazamento de óleo".
HIPÓTESES
Entre as hipóteses para a ocorrência, além de vazamento de petróleo, estavam água oleosa descartada por navios ou algum fenômeno natural, como uma mancha de algas.
O resultado da inspeção da Marinha praticamente elimina a hipótese de vazamento. Como a mancha não foi encontrada, as duas outras hipóteses não podem ser descartadas. O sobrevoo foi feito três dias após a captação da imagem.
O satélite Sentinel-1A capta a textura da superfície do oceano -diferente dos satélites óticos, que fazem imagens. Por isso, é considerado mais eficaz no monitoramento de vazamentos de petróleo, já que o óleo deixa a superfície mais lisa.
O equipamento pertence à Agência Espacial Europeia (ESA) e capta dados da região da Bacia de Campos a cada 12 dias. Os dados são disponibilizados de forma gratuita, resultado de um convênio em negociação entre o Ibama e a ESA.

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