Economia

Em encontro do Conselhão, Barbosa defende teto de gastos públicos

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VALDO CRUZ, SOFIA FERNANDES E FLÁVIA FOREQUE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em encontro do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), o ministro Nelson Barbosa (Fazenda) defendeu a definição de um teto para gastos da União.
Ele sugeriu ainda, segundo o Twitter oficial do grupo, "estabelecer margem fiscal legal para acomodar flutuações de receita". Ou seja, definir uma banda fiscal para acomodar quedas da receita, permitindo que a meta de superavit possa ser reduzida até determinado piso em caso de frustração de arrecadação.
Barbosa foi o segundo ministro a falar na reunião do chamado Conselhão, que acontece nesta quinta-feira (28) no Palácio do Planalto. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reforçou por sua vez a capacidade da instituição em "assegurar estabilidade e bom funcionamento dos mercados".
A presidente Dilma Rousseff fará o encerramento do Conselhão, que reúne 92 personalidades do setor empresarial, sindical e da sociedade civil. O último encontro ocorreu em 2014, mas diante da crise política e econômica, a dinâmica foi retomada.
Na tarde desta quinta-feira, já falaram empresários como Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), Luiza Trajano (Magazine Luiza) e Luiz Moan (Anfavea). Em sua fala, Moan disse ser preciso "bom senso e despolitização dos temas" para avançar no debate.