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Ações da Petrobras fecham em baixa mesmo com alta no preço do petróleo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mesmo com a forte alta do preço do petróleo, as ações da Petrobras inverteram a valorização que marcou toda essa sexta-feira (22) e encerraram em baixa.
As ações da estatal não conseguiram segurar a alta, ainda que o petróleo tenha voltado ao patamar dos US$ 32 ante US$ 28 dos últimos dias.
As ações preferenciais da Petrobras, mais negociadas e sem direito a voto, se desvalorizaram em 1,55%, cotadas a R$ 4,43. Já as ordinárias caíram 0,47%, a R$ 6,26.
"Como a Bolsa não opera na próxima segunda (25), muito investidor interno não quis ficar com as ações da Petrobras nesse final de semana prolongado, por isso a preferencial caiu mais. O dólar subindo também é ruim para a empresa, que tem muita dívida, mas não tem algo certo, um motivo concreto. O que não dá para falar é em tendência", disse Pedro Galdi, analista da Whatscall.
A queda das ações da petroleira diminuíram a alta do principal índice acionário do país -que registrava ganhos mais robustos durante o dia.
O Ibovespa subiu 0,83%, aos 38.031 pontos. O giro financeiro foi de quase R$ 5,5 bilhões.
As ações da Vale também iniciaram o pregão em alta, mas reverteram os ganhos após a empresa confirmar que a interdição judicial de operações no porto de Tubarão, no Espírito Santo, impedirá o embarque diário de 200 mil toneladas de minério de ferro por dia.
As ações preferenciais da mineradora caíram 1,89%, a R$ 6,73, enquanto as ordinárias registraram queda de 1,20%, a R$ 9,03.
PETRÓLEO
Os preços do petróleo, que atingiram as mínimas desde 2003, na casa dos US% 28, se valorizaram nesta sexta, voltando aos US$ 31, alimentados por um possível aumento na demanda.
O petróleo tipo Brent, comercializado em Londres, subia 9,09%, a US$ 31,89, enquanto o WTI, dos EUA, tinha alta de 8,20%, para US$ 31,95.
O valor do barril da commodity vem caindo consideravelmente desde que a Arábia Saudita e seus aliados do Golfo lideraram uma mudança na política da Opep em 2014 para defender participação de mercado contra os produtores que tem custos maiores, em vez de cortar a oferta para sustentar os preços.
Antes da alteração na rota da política saudita, o barril do petróleo chegou a ser cotado na casa dos US$ 100. A volta do Irã ao mercado internacional de petróleo, após o fim das sanções econômicas contra o país, também prejudica os preços.
DÓLAR
Após se valorizar ante o real durante toda a semana, o dólar caiu nesta sexta-feira (22) graças ao bom humor do mercado por possíveis estímulos na economia da zona do euro e pela forte alta nos preços do petróleo.
A moeda americana atingiu a maior taxa nominal desde a criação do Plano Real, em 1994. É preciso considerar, no entanto, que o cenário econômico entre aquele ano e 2015 mudou drasticamente.
O dólar à vista, referência do mercado financeiro, teve queda de 1,34%, cotado a R$ 4,110. O dólar comercial, utilizado no comércio exterior, se desvalorizou em 0,83%, a R$ 4,112.
"Hoje o mercado ignorou os acontecimentos domésticos e acompanhamos o mundo, com uma alta de 8% do petróleo, nós seguimos os mercados externos", disse Ítalo Santos, especialista em câmbio da Icap do Brasil.
"A queda do dólar nos mercados externos serviu de argumento para o mercado realizar um ajuste técnico depois da alta de ontem [quinta]", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW, João Paulo de Gracia Correa
O Banco Central brasileiro realizou nesta manhã mais um leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em 1º de fevereiro, vendendo a oferta total de até 11,6 mil contratos.
Até o momento, a autoridade monetária já rolou o equivalente a US$ 8,448 bilhões, ou cerca de 81% do lote total, que corresponde a US$ 10,431 bilhões.

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