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Banco Azteca se prepara para entrar na Justiça contra liquidação

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CATIA SEABRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Banco Azteca -de propriedade do bilionário mexicano Ricardo Salinas- se prepara para derrubar na Justiça a intervenção de sua filial no Brasil, decretada na sexta-feira (8). Em nota divulgada nesta terça-feira (12), o Banco Azteca acusa o Banco Central de mentir ao afirmar, em decreto, que o processo de liquidação fora iniciada em novembro do ano passado.
Esse será um dos argumentos usados para desqualificar na Justiça todo o processo. "Aquela autoridade monetária mente ao informar que a intervenção teria se iniciado desde o dia 09 de novembro p.p., já que depois dessa mesma data ainda se realizaram reuniões entre o Banco Azteca e o próprio Banco Central e não se anunciou tal disposição", diz a nota.
Na nota, os mexicanos afirmam ainda que "o Banco Central do Brasil exorbita de suas funções, delimitadas na legislação vigente. Sua pretensão de regressar no tempo, mostra uma debilidade institucional que dificulta os negócios e a credibilidade."
Ao anunciar a liquidação, no dia 8, o BC afirmou que havia comprometimento da situação financeira do banco.
O Azteca nega.
A seguir a nota do banco:
Em 08 de maio de 2015 o Banco Azteca do Brasil S.A. informou oficialmente ao Banco Central do Brasil e a Bolsa Mexicana de Valores o inicio do encerramento de suas atividades no Brasil.
O Banco Central não nos deu qualquer resposta naquele momento, omitindo-se dos comunicados recebidos e com a intervenção agora anunciada busca reparar o seu erro.
Desde maio, portanto, o Banco Azteca do Brasil S.A. tem realizado os trabalhos pertinentes de encerramento de suas atividades, de forma transparente e no estrito cumprimento do que determinam os ditames legais do país, tendo devolvido 95% dos depósitos dos seus correntistas, sendo que a imensa maioria dos restantes 5% correspondem a depósitos inferiores aos R$ 20,00 (vinte reais).
O Banco Central, em dezembro de 2015, exigiu o reingresso de recursos ao Brasil, ignorando novamente o processo de saída que já lhe havia sido previamente anunciado, iniciando sua ação contra o Azteca.
Aquela autoridade monetária mente ao informar que a intervenção teria se iniciado desde o dia 09 de novembro p.p., já que depois dessa mesma data ainda se realizaram reuniões entre o Banco Azteca e o próprio Banco Central e não se anunciou tal disposição.
A única sucursal que resta de nosso banco no Brasil continua buscando os correntistas e poupadores para devolver-lhes os valores, por menores que sejam, no cumprimento estrito da lei.
O Banco Central do Brasil exorbita de suas funções, delimitadas na legislação vigente. Sua pretensão de regressar no tempo, mostra uma debilidade institucional que dificulta os negócios e a credibilidade, além de atentar contra a competitividade de uma Nação com a importância singular do Brasil.
Cidade do México, 12 de janeiro de 2016.
BANCO AZTECA S.A.

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