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Dólar recua com aposta em aumento de juros, mas China segue no radar

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A aposta na retomada do ciclo de aumento juros pelo Banco Central ajuda o dólar a operar em queda sobre o real nesta segunda-feira (11). O movimento destoa do exterior, onde a moeda americana ganha força sobre outras divisas emergentes em meio a preocupações com a China.
Às 13h (de Brasília), o dólar à vista, referência no mercado financeiro, tinha valorização de 0,46%, para R$ 4,018 na venda. O dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, recuava 0,49%, para R$ 4,020. Entre as 24 principais moedas emergentes do mundo, o dólar caía somente sobre nove.
Declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, na última sexta-feira (8) contribuíram para reforçar as apostas na retomada do ciclo de aperto monetário na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), nos dias 19 e 20 deste mês.
Uma taxa de juros mais alta tende a atrair mais investidores estrangeiros para o mercado brasileiro, ampliando a oferta de dólares no país e reduzindo a pressão sobre o câmbio.
Em carta ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, para justificar o estouro do teto da meta de inflação em 2015, Tombini reforçou que o BC vai tomar as "medidas necessárias de forma a assegurar o cumprimento dos objetivos do regime de metas, ou seja, circunscrever a inflação aos limites estabelecidos pelo CMN [Conselho Monetário Nacional], em 2016, e fazer convergir a inflação para meta de 4,5% em 2017".
O Banco Central do Brasil deu continuidade nesta sessão aos seus leilões diários de swaps cambiais para estender os vencimentos de contratos que estão previstos para o mês que vem. A operação, que equivale a uma venda futura de dólares, movimentou US$ 566,2 milhões.
No mercado de juros futuros, os contratos de curto prazo avançavam na BM&FBovespa, às 13h. O DI para fevereiro de 2016 subia de 14,328% para 14,355%, enquanto o DI para abril deste ano avançava de 14,660% a 14,691%. Já o DI para janeiro de 2021 apontava taxa de 16,310%, ante 16,340% na sessão anterior.
CHINA
No exterior, o banco central chinês deixou o yuan se valorizar em relação ao dólar nesta sessão, o que levou as Bolsas da China a nova queda.
Na semana passada, a desvalorização da moeda chinesa sobre a divisa dos EUA reforçou preocupações sobre o crescimento da segunda maior economia do mundo e derrubou os mercados acionários locais e globais.
Os preços das commodities também sofreram, como o petróleo, que voltou a ser negociado em seu menor valor em mais de 11 anos.
AÇÕES
O principal índice da Bolsa brasileira operava em leve alta nesta segunda-feira, acompanhando o movimento ligeiramente positivo dos mercados de ações nos EUA e na Europa no dia.
O Ibovespa subia 0,28% às 13h, para 40.724 pontos. O volume financeiro girava em torno de R$ 1 bilhão.
As ações do Itaú subiam 0,40%, para R$ 24,87 cada uma. Estes são os papéis com a maior participação dentro do Ibovespa. Bradesco e Banco do Brasil operavam praticamente estáveis.
A Vale também andava de lado na sessão. As ações preferenciais da mineradora, mais negociadas e sem direito a voto, tinham leve valorização de 0,12%, para R$ 8,21. As ordinárias, com direito a voto, perdiam 0,37%, a R$ 10,50.
A Petrobras caía, acompanhando nova baixa nos preços do petróleo no exterior. Os papéis preferenciais da estatal tinham perda de 1,11%, a R$ 6,20 cada um, enquanto os ordinários recuavam 2,03%, a R$ 7,70.

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