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Dólar cai ao menor valor em duas semanas com exterior e volume fraco

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar fechou nesta segunda-feira (28) em queda, acompanhando a desvalorização da moeda americana frente a outras divisas no exterior. A sessão foi marcada pelo baixo volume de negócios, na volta do Natal e antes do feriado de Ano Novo.
O dólar à vista, referência no mercado financeiro, recuou 2,19%, para R$ 3,859 na venda. É o menor valor desde 10 de dezembro, quando valia R$ 3,797. Já o dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, caiu 2,35%, para R$ 3,861 -também é o menor valor desde 10 de dezembro, quando valia R$ 3,799.
No exterior, o dólar teve queda sobre 14 das 24 principais moedas emergentes do mundo. A divisa dos EUA também recuou contra oito das dez moedas globais mais importantes, entre elas o euro, o iene e o franco suíço.
Os investidores seguiram atentos ao quadro fiscal do país, após o governo federal ter fechado novembro com deficit de R$ 21,3 bilhões em suas contas, o maior rombo mensal já registrado pelo Tesouro Nacional na comparação em valores correntes (sem correção inflacionária).
A notícia foi amenizada pela informação de que o governo já decidiu que irá pagar toda a sua dívida relativa às chamadas pedaladas fiscais, no valor de R$ 57 bilhões, ainda este ano, segundo o secretário interino do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira.
Segundo Ladeira, quase a totalidade dos pagamentos será feita com recursos disponíveis na conta única do Tesouro oriundos do excesso de arrecadação de anos anteriores.
"O baixo volume de negócios também abriu espaço para uma correção do dólar, que já subiu mais de 40% no ano", disse Alexandre Wolwacz, diretor da escola de investimentos Leandro & Stormer.
O Banco Central deu continuidade nesta sessão aos seus leilões diários de swaps cambiais para estender os vencimentos de contratos que estão previstos para o mês que vem. A operação, que equivale a uma venda futura de dólares, movimentou US$ 544,8 milhões.
No mercado de juros futuros, os contratos fecharam com sinais opostos na BM&FBovespa. O DI para janeiro de 2016 caiu de 14,150% a 14,140%, enquanto o DI para julho de 2016 cedeu de 15,190% a 15,145%. Já o DI para janeiro de 2021 apontou taxa de 16,500%, ante 16,480% na sessão anterior.
BOLSA EM QUEDA
O principal índice da Bolsa brasileira seguiu o mau humor dos mercados acionários no exterior e fechou em baixa nesta segunda-feira. O movimento lá fora foi pautado no recuo dos preços do petróleo, que voltaram a se aproximar dos menores patamares em onze anos.
O Ibovespa caiu 0,57%, para 43.764 pontos. O volume financeiro foi de R$ 3,1 bilhões -menos da metade da média diária de 2015, de R$ 6,8 bilhões, segundo dados da BM&FBovespa.
As ações preferenciais da Petrobras, mais negociadas e sem direito a voto, caíram 3,32%, para R$ 6,70 cada uma. As ordinárias, com direito a voto, tiveram baixa de 3,04%, para R$ 8,61. Já a Vale viu sua ação preferencial recuar 4,09%, para R$ 10,09. A ordinária teve desvalorização de 4,39%, para R$ 12,64.
Entre os bancos, o Bradesco teve valorização de 0,98%, enquanto o Banco do Brasil subiu 0,88%. Já o Itaú teve baixa de 0,38% na sessão. O setor bancário é o que possui a maior participação dentro do Ibovespa.

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