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Brasil derruba em 2015 todos os embargos à carne do país no mundo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Brasil conseguiu, em 2015, derrubar 100% dos embargos à carne bovina brasileira no mundo, impostos por vários países em 2012 depois de um caso atípico da doença encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como mal da vaca louca. A informação foi divulgada nesta terça (15) pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, durante coletiva de apresentação do balanço das ações do ministério em 2015. As informações são da Agência Brasil.
Neste ano, o Brasil reabriu os mercados da China, Argentina, do Iraque, Irã, Japão e da Arábia Saudita e conquistou pela primeira vez a Coreia do Norte, os Estados Unidos e Mianmar. Além disso, ampliou o comércio de carne bovina com a Rússia. Segundo Kátia Abreu, com essas medidas, as exportações brasileiras do agronegócio têm potencial de aumentar US$ 1,9 bilhão ao ano, o que representa 11,3% do total das exportações do agronegócio.
Além da abertura de mercados, a ministra destaca também, como avanços este ano, a modernização do Ministério da Agricultura em termos de processos, eficiência, economia e deslocamento de recursos para a área-fim e os avanços na defesa agropecuária. “Os recursos da defesa agropecuária não foram contingenciados e o orçamento ampliado em quase 30% para defesa no ano que vem. Isso não tem preço para um país de clima tropical, onde as pragas e doenças se proliferam por minuto”, disse.
A meta do ministério é ampliar em 2,3% a participação do Brasil em todo o comércio exterior, saltando de 7,7% (equivalente a US$ 68,4 bilhões) para 10%. Para isso, continuará investindo em negociações com os 22 principais mercados internacionais que, juntos, representam 75% da atividade comercial mundial.
Para 2016, uma das prioridades do ministério é ampliar as parcerias para a pesquisa e inovação, para criar uma aliança nacional visando à inovação no setor. “Queremos buscar recursos para dar independência aos pesquisadores. Não estamos dispensando recursos públicos, mas queremos mais que isso. Queremos instrumentos como a empresa que será criada, subsidiária da Embrapa, para fazer negócios com as empresas daquilo que for pesquisado, para reverter para a própria pesquisa”, disse a ministra.
A ministra ressaltou ainda a importância da aprovação, em 2016, da Lei Agrícola Brasileira. “O cronograma é enviar para o Congresso Nacional até o mês de agosto. Será uma lei plurianual que vai fazer com que o Brasil seja reconhecido como um país profissional da agricultura”, disse.

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