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Um dia após fechar as portas, Estaleiro Ilha pede recuperação judicial

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NICOLA PAMPLONA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Um dia após fechar as portas alegando falta de dinheiro para operar, o Estaleiro Ilha SA (Eisa) deu entrada com pedido de recuperação judicial.
O pedido inclui as operações da sede, localizada na ilha do Governador, zona norte do Rio, e da subsidiária Eisa Petro Um, criada para construir navios para a Petrobras no estaleiro Mauá, em Niterói (RJ).
Em comunicado divulgado nesta terça-feira (15), a empresa diz que a medida tem como objetivo de "preservar os estaleiros e permitir que suas atividades sejam retomadas plenamente o mais breve possível".
Na segunda (13), o Eisa amanheceu de portões fechados e parte de seus 3.000 empregados receberam cartas informando a rescisão contratual.
"A única alternativa hoje para manter o estaleiro funcionando é diminuir ao máximo nossos custos operacionais. Com muita tristeza e dor, nos vemos na necessidade imediata de realizar cortes de pessoal", dizia a carta, assinada pela presidência do estaleiro.
Os estaleiros são controlados pelo empresário German Efromovich, dono da companhia aérea Avianca.
Em junho, o Eisa Petro Um havia tomado a mesma medida, alegando não ter mais dinheiro para terminar as obras da Transpetro, subsidiária de transportes da Petrobras. Três navios petroleiros permanecem inacabados nas instalações do estaleiro Mauá.
A empresa tinha um contrato adicional para a construção de oito navios de combustíveis, que foi cancelado pela Transpetro.
O Eisa, por sua vez, tem contratos com a Log-In Logística e com a Marinha, entre outros. Para a primeira, ainda deve a entrega de dois porta-contêineres, parte de uma encomenda de sete embarcações -cinco já foram entregues.
A Log-In ainda não comentou o assunto. A Transpetro diz que não deve nada ao Eisa Petro Um e que "está em busca da melhor solução possível para resguardar seus direitos e receber os navios em construção".

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