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Adesão a protestos é menos relevante que frequência, diz Credit Suisse

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O número de presentes nos protestos que pedem o afastamento da presidente Dilma Rousseff não é tão relevante quanto a frequência destas manifestações, afirmou nesta terça-feira (15) Nilson Teixeira, economista-chefe do banco Credit Suisse.
"No impeachment do [ex-presidente Fernando] Collor, houve um número bastante elevado de manifestações nas 12 semanas que precederam a votação do processo na Câmara", afirmou, em almoço com jornalistas.
O banco não acredita que haja votos suficientes no Congresso para que a presidente seja retirada do cargo -são necessários 342 deputados a favor para abrir o processo de impeachment e afastar a petista.
O economista ressaltou, no entanto, que o processo é dinâmico e pode haver mudanças no cenário-base da instituição.
Teixeira prevê uma contração de 3,7% no PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e de 3,5% em 2016.
Para ele, porém, uma recessão econômica não é fator decisivo para o impedimento da presidente, como mostram exemplos de outros países da América Latina.
REBAIXAMENTO
O economista acredita que as condições econômicas atuais tornam difícil que o Brasil mantenha o grau de investimento -espécie de selo de bom pagador- concedido hoje pelas agências de classificação de risco Fitch e Moody's.
"A reação natural é o rebaixamento", disse Teixeira. O Brasil já foi rebaixado para grau especulativo pela Standard & Poor's, em setembro.
O presidente do Credit Suisse no Brasil, José Olympio Pereira, afirmou que vê hoje uma unanimidade no pessimismo com relação ao país maior que em qualquer outro momento de seus 30 anos de carreira.
O diagnóstico para a melhora da situação, no entanto, está muito claro, disse. "Resta apenas a a vontade política para implementá-lo", afirmou.




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