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Dólar comercial fecha em queda com cenário político e exterior; Bolsa sobe

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O cenário político brasileiro gerou instabilidade no mercado de câmbio nesta terça-feira (15), dia marcado pelo baixo volume de negócios. Os investidores se mantiveram cautelosos antes da elevação de juros nos Estados Unidos, esperada para quarta-feira (16).
A expectativa é que a alta dos juros provoque uma fuga de recursos hoje aplicados em países emergentes para os EUA, encarecendo o dólar. Isso porque a mudança deixaria os títulos do Tesouro americano, cuja remuneração reflete a taxa, mais atraentes que aplicações em emergentes, considerados de maior risco.
Economistas acreditam, porém, que o processo de aperto monetário nos Estados Unidos deverá ser lento e gradual, o que pode reduzir a pressão sobre o preço do dólar nos mercados emergentes no longo prazo.
O dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, caiu 0,33%, para R$ 3,875 na venda. Já o dólar à vista, referência no mercado financeiro e que fecha mais cedo (por volta de 15h30 de Brasília), teve valorização de 0,39%, cotado em R$ 3,894.
Ambas as cotações atingiram, por ora, máximas na casa de R$ 3,91 na sessão. Entre as 24 principais moedas emergentes do mundo, o dólar caiu sobre 17.
Internamente, o mercado repercutiu a declaração do presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, que corroborou apostas de elevação do juro básico (Selic) em janeiro de 2016.
Em audiência no Senado nesta terça, Tombini disse que o BC usará mecanismos que "estão e continuarão operantes" para conseguir trazer a inflação para dentro da meta do governo, de 4,5% ao ano com margem de dois pontos para cima ou para baixo.
Na semana passada, o presidente do BC já havia defendido esse ponto de vista, quando ressaltou que o atraso no ajuste das contas públicas contribuiu para postergar a convergência da inflação à meta para 2017, ante o alvo de 2016 buscado até então.
As taxas dos contratos de juros futuros fecharam com sinais opostos na BM&FBovespa. O DI para janeiro de 2016 se manteve em 14,150%, enquanto o contrato para fevereiro de 2016 caiu de 14,260% a 14,251%. Já o DI para janeiro de 2021 subiu de 16,090% a 16,100%.
Ainda na cena política brasileira, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a redução da meta de superavit de 0,7% do PIB é inconveniente e que é equivoco misturar a meta com um corte no Bolsa Família.
A declaração ampliou as preocupações com o quadro fiscal do Brasil, especialmente porque está prevista para a noite desta terça (15) a votação no Congresso da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
O mercado digeriu as implicações da nova rodada de buscas relacionadas à Lava Jato, que envolvem o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Após o fechamento do mercado, haverá a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
O Banco Central do Brasil deu continuidade nesta sessão aos seus leilões diários de swaps cambiais para estender os vencimentos de contratos que estão previstos para o mês que vem. A operação, que equivale a uma venda futura de dólares, movimentou US$ 545,9 milhões.
BOLSA EM ALTA
O principal índice da Bolsa brasileira devolveu parte da perda acumulada nas últimas três sessões e subiu nesta terça-feira. O Ibovespa teve valorização de 0,28%, para 44.872 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,8 bilhões.
As ações preferenciais da Vale, mais negociadas e sem direito a voto, subiram 4,15%, para R$ 10,28 cada uma. As ordinárias, com direito a voto, ganharam 3,37%, para R$ 12,88. O movimento acompanhou a valorização do preço do minério de ferro negociado no mercado à vista da China -principal destino das exportações da mineradora brasileira.
Também no azul, a Petrobras viu sua ação preferencial subir 2,91%, para R$ 7,42. Já a ordinária teve valorização de 3,76%, para R$ 9,10. O aumento acompanhou o avanço dos preços do petróleo no exterior.
No setor bancário, segmento com maior peso dentro do Ibovespa, subiram: Itaú (+0,64%), Banco do Brasil (+0,72%), Santander (+0,69%) e Bradesco (+1,56%).
Fora do Ibovespa, as units do BTG Pactual subiram 3,19%, para R$ 14,55. As ações da rede de drogarias Brasil Pharma, cujo maior acionista é o BTG Pactual, cederam 1,65%, para R$ 5,95 cada uma.
Desde o dia 25 de novembro, quando o ex-presidente do BTG André Esteves foi preso no âmbito da Operação Lava Jato da Polícia Federal, as units do banco já perderam 52,9% de seu valor. Os papéis da Brasil Pharma cederam 69,5% desde então.




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