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Economia

Multinacional de educação compra Ibmec por quase R$ 700 milhões

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A operação brasileira da multinacional de educação DeVry anunciou nesta terça-feira (15) a compra de 96,4% da brasileira Ibmec por aproximadamente R$ 700 milhões.
Com unidades no Rio de Janeiro, em Brasília e Belo Horizonte sob a marca Ibmec, e em Campinas com a bandeira Metrocamp, o Ibmec possui atualmente um portfólio de 15 mil estudantes de graduação e pós-graduação no país, incluindo os cursos a distância.
Por meio de nota, Daniel Hamburger, presidente da DeVry, afirmou que o grupo tem na educação superior brasileira um interesse de longo prazo, apesar da crise atual.
"Estamos realizando esse negócio agora porque são raras as oportunidades de adquirir uma instituição do calibre do Ibmec", disse.
Segundo a empresa, a ação faz parte de um projeto de expansão da DeVry Brasil para o Sudeste iniciado há um ano com a aquisição da Damásio Educacional.
A DeVry chegou ao Brasil em 2009, com a aquisição do Grupo Fanor, que passou a se chamar DeVry Brasil. Desde então, foram R$ 570 milhões em aquisições no país. Hoje controla 16 instituições de ensino locais, com 23 campi e centros de ensino que atendem mais de 135 mil alunos.
Em seu portfólio tem instituições como Unifavip (Pernambuco), Ruy Barbosa (Bahia) e Faculdade Boa Viagem (Pernambuco).
De acordo com especialistas no setor, a compra do Ibmec terá importância estratégica para a DeVry porque representa um ganho de qualidade para o grupo. A instituição é considerada uma marca forte no setor de educação privada no Brasil.
Há pouco mais de uma década, a filial de São Paulo foi doada, com todas as suas atividades educacionais, a um instituto sem fins lucrativos, passando a adotar o nome Ibmec São Paulo, que posteriormente viria a ser trocado para Insper.
FUSÕES E AQUISIÇÕES
As operações de fusão e aquisição devem crescer em 2016, de acordo com projeções do Credit Suisse, que ajudou a estruturar a operação anunciada nesta terça.
Flavio Mourão, à frente do Departamento de Investment Banking do banco, afirmou que o volume de negócios pode chegar a R$ 150 bilhões no próximo ano, acima dos cerca de R$ 140 bilhões registrados neste ano.
Como em 2015, as operações devem ocorrer por três motivos: consolidação, busca de liquidez e reorganização de dívidas. "Mudou a motivação para as transações", disse.
Segundo Mourão, as maiores oportunidades de negócios no ano que vem estarão nos setores de energia e infraestrutura. Em menor escala, haverá também operações nas empresas ligadas a commodities, em especial nos setores de mineração e aço, dada a queda nos preços das matérias-primas.




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